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Em Janeiro, começa o ciclo «Conflito e Unidade da Arte Contemporânea», a partir da conferência de Mário Dionísio na Sociedade Nacional de Belas-Artes em 1957. Foi editada, pela primeira vez, em 1958 e novamente reeditada, pela Casa da Achada, em Outubro deste ano. Partindo desta conferência, muito podemos fazer. Discutir o que é a arte, o que é arte abstracta e arte realista, o que é o público e qual o seu papel, o que faz o artista e a sua mão, o que é olhar e ver, o que é ruptura, o que é a história e o tempo. Mário Dionísio, nesta conferência, não se assumia nem como crítico de arte, nem como historiador, mas «apenas como um incorrigível apaixonado de palavras e cores, que não vê no seu sortilégio tão somente aquela capacidade lúdica a que alguns observadores e doutrinadores, um tanto apressadamente, por vezes as reduzem, mas uma das expressões mais sérias, mais necessárias, mais decisivas de todos nós e de cada um de nós, onde a cada minuto se arrisca e se conquista o nosso próprio destino». A obra, nesta recente edição bilingue em português e francês, encontra-se à venda na Casa da Achada. A introdução pode ser lida aqui. Começamos o ciclo com a leitura integral, acompanhada pela projecção de imagens das obras referidas, de Conflito e unidade da arte contemporânea por Luis Miguel Cintra. De seguida, Eduarda Dionísio apresenta-nos elementos do contexto desta conferência de Mário Dionísio, apresentada, pela primeira vez, em 1957. |
Mário Dionísio, na introdução de Conflito e unidade da arte contemporânea, disse: «Falo principalmente […] para aquele público que – em vez de avaliar a obra pela cotação do mercado ou de exclamar diante de certas obras “isto também eu fazia” – compreendeu há muito, ou está compreendendo, que o que se passa nas telas está intimamente relacionado com o seu comportamento perante elas […]».
Durante o mês de Janeiro, vamos tentar perceber as pequenas (e grandes) dificuldades, problemas e questões na escrita de textos, no desenho, na pintura, na fotografia e na dança. «Isso também eu fazia!»? Então, faz! Nesta sessão, vamos desenhar com Marta Caldas. |
Ao fim da tarde, pelas 18h30, continamos a leitura de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Vamos continuar a leitura da 3ª parte, «Os primeiros pintores malditos». Quem lê o 2º capítulo, «Nos umbrais da solidão», é Lena Bragança Gil.
Mais tarde, às 21h30, inserido no ciclo «Rupturas no cinema», projectamos os filmes Nanuk, o esquimó (1922, 79’) de Robert Flaherty, apresentado por Walter A. Silva. «O que a arte moderna nos mostra na sua acidentada evolução é o desaparecimento do assunto ou apenas uma deslocação, aliás profunda, do conceito de assunto? É verdade que a arte dos últimos oitenta anos deixou progressivamente de narrar. Mas terá ela deixado de dizer? Haverá arte que não diga?». Mário Dionísio, na conferência Conflito e unidade da arte contemporânea, falava das artes plásticas. E no cinema? Também foi esse o caminho? Propomos, para estes três meses, um percurso pela história do cinema (bastante mais curta que a da pintura ou da escultura) que tenta mostrar filmes que representam rupturas, avanços ou mudanças, sejam técnicas ou estéticas. Não seria possível pretender ser exaustivo num tema destes. Por um lado, o cinema evoluiu de forma célere ao sabor dos avanços da técnica, mas também e muito das mudanças nas sociedades, nas políticas, nas vidas. |
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