CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO – CONFLITO E UNIDADE DA ARTE CONTEMPORÂNEA

banner nº 77 conflito e conceptualidade na arte contemporânea

A arte do nosso tempo não é apenas um problema dos artistas, mas de toda a sociedade. Terreno de conflito, de incompreensão, de luta incessante, mas também de encontros, descobertas e novas unidades. A arte e os modos de a produzir, receber e pensar não estão desligados das questões que mais profundamente nos preocupam hoje, num mundo violento, complexo e dividido.

Em 1957 Mário Dionísio escreveu o ensaio Conflito e unidade da arte contemporânea e disse-o em voz alta numa conferência marcante, profunda e polémica. A Casa da Achada reeditou há pouco o texto desta conferência escrita ao mesmo tempo que Mário Dionísio lançava o seu grande ensaio sobre arte e sociedade, A paleta e o mundo.

Decidimos dedicar estes três meses àquele ensaio tão rico, tão profícuo e tão actual que nos desafia também hoje a reflectir sobre as sociedades e as sensibilidades humanas. Para pensar a arte contemporânea não como uma questão de especialistas mas como qualquer coisa que nos diz respeito, afecta, perturba, interroga, inquieta e desperta. Para entender as cores com que se pinta o mundo de hoje. E para o transformar.

«(…) só o que se espera ardentemente nos chama, sobretudo nas épocas de perplexidade, onde a força da desilusão e do desencanto não é comparável senão à da expectativa renovada de que não sabemos desistir.» MD

CONCEPTUALISMO: Antecedentes, razões e consequências
por Sílvia Chicó

Sábado, 6 de Fevereiro, 16h

Um vastíssimo número de obras de arte que surgiram em cerca de meados do século XX, mudaram o modus operandi de inúmeros artistas. Genericamente, poderá dizer-se que se substituiu a mão pela mente. O pensar tornou-se arte. Assim, paulatinamente, essa noção foi conquistando um grande número de adeptos. Diferente de uma atitude estridente e proclamatória das vanguardas do início do século XX, este movimento instalou-se definitivamente nos processos criativos actuais. Processos que tendem para a multidisciplinaridade, englobando diversos media. Se podemos considerar Picasso na origem da grande revolução na linguagem da pintura e da escultura, devemos, como muitos artistas o fazem, reconhecer em Marcel Duchamp a origem do que mais tarde passará a designar-se por Conceptualismo.

Esta é a segunda sessão de um ciclo de quatro conferências organizado por Sílvia Chicó. Seguem-se:
O porquê da recuperação dos temas eternos da arte: Paisagem, Retrato e Natureza Morta – sábado, 27 de Fevereiro, 16h;
Arte e actualidade: Procura de raízes culturais – sábado, 12 de Março, 16h.

 conflito e conceptualidade na arte contemporânea - II

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