Por vezes dizemos que a vida é madrasta, porque algo nos corre mal. Que injustiça para todas as mulheres que amam os filhos de outras mães!
Por vezes dizemos que a vida é uma injustiça, como se a justiça estivesse espontaneamente na vida.
Por vezes dizemos “Puxa, porque havia de me ter acontecido este acidente de percurso na minha vida?”
E porque não? disseram um dia uns olhos azuis e penetrantes de quem sabia o que dizia. Esses olhos azuis continuam a brilhar dentro de mim apesar de já não serem alcançáveis…isto sim , é a vida.
Por isso, dedico esta reflexão a todos os meus amigos e conhecidos a quem já se colocaram ou colocam questões sobre a justiça e a fragilidade da vida.
Há 15 anos que esta música é o meu hino, é o hino “Gracias à LaVida que me ha dado tanto”.