MAIS UMA MULHER ASSASSINADA POR UM HOMEM por Luísa Lobão Moniz

 

Mais um número incerto de mulheres maltratadas!

Pela primeira vez vi um homem na televisão a dizer que é vítima de violência doméstica.

E mais uma mulher é maltratada.

Vieram-lhe as lágrimas aos olhos e disse sentir-se mal com a vida.

Ficou sem nada, mesmo sem as chaves do carro, sem a conta bancária…

Levou muito tempo a fazer queixa na polícia porque tinha vergonha…

Mais uma criança a ser maltratada.

O que passa?

Sabemos que também há homens maltratados, principalmente em termos psicológicos, pelas mulheres ou amantes. Porque se deixam ser vítimas?

Mais um idoso maltratado.

Sabemos que mais eles do que elas, no século XXI, têm vergonha de dizer que são maltratados em casa. Por que razão? Será a sua imagem de poderosos, de chefes de família, de homens viris que é posta em casa?

O homem gosta de ter essa imagem perante a sociedade?

E mais uma mulher a ser maltratada. Mais uma criança a ser maltratada. Mais um idoso maltratado.

E se começarem a aparecer mais homens a revelarem-se vítimas de violência por parte das mulheres?

Não penso ser abusivo pensar que, apesar de tudo, isto se deve à coragem das mulheres que há anos fazem queixa na Polícia por serem vítimas de violência vária.

Neste século XXI a mulher tem muito mais visibilidade social do que no século passado.

Esta visibilidade, está em cargos como deputadas, ministras, gestoras, jornalistas, professoras, médicas…assim como empregadas em caixas de supermercados ou lojas de grandes superfícies. São também visíveis na diferença de salários para desempenharem as mesmas funções do que os homens.

A mulher tem tido muito mais visibilidade devido à exposição da violência de que são vítimas, da injustiça da Justiça, das sentenças discriminatórias.

A mulher está a assumir a sua individualidade e com a coragem de o fazer está a dizer ao mundo que ninguém nasce para ser maltratada ou maltratado.

Bem hajam todas elas, mais aquelas que ainda se mantêm em silêncio. Com a força imbatível que têm demonstrado outros maltratados se levantam reclamando justiça.

Uma sociedade que é selectivamente violenta não é nem uma sociedade justa nem uma sociedade livre.

E mais uma mulher a ser maltratada. Mais uma criança a ser maltratada. Mais um idoso maltratado. Mais ameaças ecoam dentro de casa. mais  crianças institucionalizadas.

Mais chamadas para as linhas SOS.

Por cada boca que se abre mais livres serão os cidadãos e as cidadãs.

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