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Em 1957, Mário Dionísio fez a conferência «Conflito e unidade da arte contemporânea». Logo de seguida, o texto foi publicado pelas Iniciativas Editoriais, uma pequena editora criada por amigos que se reuniam na tertúlia do Bocage, que podiam assim publicar os escritos de que gostavam – poemas, ensaios, conferências, contos… – e ter nas suas mãos a feitura desses livros e a sua distribuição. Estiveram metidos nesta editora João José Cochofel, Carlos de Oliveira, José Gomes Ferreira, José Fernandes Fafe… E hoje? Em tempos de ditadura do mercado e numa altura em que muito se repete que já ninguém liga a livros, há ainda quem edite à margem? Para quê? Para quem? O quê? O que faz gente continuar a querer publicar textos com as suas próprias mãos (e cabeça…) e passá-los a outros? Que textos? E como conseguem publicar? É preciso dinheiro? Onde e como fazem os livros? Uma conversa com Eduardo Sousa (da Livraria Letra Livre), Joana Bagulho e Nuno Moura (em conjunto a fazer a Mia Soave e a Douda Correria), Luhuna Carvalho (que esteve nas Edições Antipáticas), Marcos Farrajota (que criou e faz viver a Chili Com Carne e a MMMNNNRRRG). E é o João Rodrigues, que já passou pelas Publicações D. Quixote, Edições Cosmos, Edições ASA, Centralivros/Taschen Verlag, AMBAR, Sextante Editora/Porto Editora, que anima esta conversa. Uma sessão por onde o Vitor Silva Tavares terá de passar. |
Mário Dionísio, na introdução de Conflito e unidade da arte contemporânea, disse: «Falo principalmente […] para aquele público que – em vez de avaliar a obra pela cotação do mercado ou de exclamar diante de certas obras “isto também eu fazia” – compreendeu há muito, ou está compreendendo, que o que se passa nas telas está intimamente relacionado com o seu comportamento perante elas […]».
Durante o mês de Janeiro, vamos tentar perceber as pequenas (e grandes) dificuldades, problemas e questões na escrita de textos, no desenho, na pintura, na fotografia e na dança. «Isso também eu fazia!»? Então, faz! Nesta sessão, vamos dançar com Joana Louçã. |
Ao fim da tarde, pelas 18h30, continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Vamos na 3ª parte, «Os primeiros pintores malditos». Quem lê o 3º capítulo, «Um prato com maçãs ou a virgindade do mundo», é Zuleide de Medeiros Martins.
Mais tarde, às 21h30, inserido no ciclo «Rupturas no cinema», projectamos o filme Três canções para Lenine (1934, 60’) de Dziga Vertov, apresentado por Manuel Deniz Silva. «O que a arte moderna nos mostra na sua acidentada evolução é o desaparecimento do assunto ou apenas uma deslocação, aliás profunda, do conceito de assunto? É verdade que a arte dos últimos oitenta anos deixou progressivamente de narrar. Mas terá ela deixado de dizer? Haverá arte que não diga?». Mário Dionísio, na conferência Conflito e unidade da arte contemporânea, falava das artes plásticas. E no cinema? Também foi esse o caminho? Propomos, para estes três meses, um percurso pela história do cinema (bastante mais curta que a da pintura ou da escultura) que tenta mostrar filmes que representam rupturas, avanços ou mudanças, sejam técnicas ou estéticas. Não seria possível pretender ser exaustivo num tema destes. Por um lado, o cinema evoluiu de forma célere ao sabor dos avanços da técnica, mas também e muito das mudanças nas sociedades, nas políticas, nas vidas. |
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