CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO – EDITAR À MARGEM – DANÇAR? ISSO TAMBÉM EU FAZIA! – «UM PRATO COM MAÇÃS OU A VIRGINDADE DO MUNDO» – CINEMA COM ‘TRÊS CANÇÕES PARA LENINE’

30 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 2016

 

Em 1957, Mário Dionísio fez a conferência «Conflito e unidade da arte contemporânea». Logo de seguida, o texto foi publicado pelas Iniciativas Editoriais, uma pequena editora criada por amigos que se reuniam na tertúlia do Bocage, que podiam assim publicar os escritos de que gostavam – poemas, ensaios, conferências, contos… – e ter nas suas mãos a feitura desses livros e a sua distribuição. Estiveram metidos nesta editora João José Cochofel, Carlos de Oliveira, José Gomes Ferreira, José Fernandes Fafe…

E hoje? Em tempos de ditadura do mercado e numa altura em que muito se repete que já ninguém liga a livros, há ainda quem edite à margem? Para quê? Para quem? O quê? O que faz gente continuar a querer publicar textos com as suas próprias mãos (e cabeça…) e passá-los a outros? Que textos? E como conseguem publicar? É preciso dinheiro? Onde e como fazem os livros?

Uma conversa com Eduardo Sousa (da Livraria Letra Livre), Joana Bagulho e Nuno Moura (em conjunto a fazer a Mia Soave e a Douda Correria), Luhuna Carvalho (que esteve nas Edições Antipáticas), Marcos Farrajota (que criou e faz viver a Chili Com Carne e a MMMNNNRRRG).

E é o João Rodrigues, que já passou pelas Publicações D. Quixote, Edições Cosmos, Edições ASA, Centralivros/Taschen Verlag, AMBAR, Sextante Editora/Porto Editora, que anima esta conversa.

Uma sessão por onde o Vitor Silva Tavares terá de passar.

Mário Dionísio, na introdução de Conflito e unidade da arte contemporânea, disse: «Falo principalmente […] para aquele público que – em vez de avaliar a obra pela cotação do mercado ou de exclamar diante de certas obras “isto também eu fazia” – compreendeu há muito, ou está compreendendo, que o que se passa nas telas está intimamente relacionado com o seu comportamento perante elas […]».

Durante o mês de Janeiro, vamos tentar perceber as pequenas (e grandes) dificuldades, problemas e questões na escrita de textos, no desenho, na pintura, na fotografia e na dança. «Isso também eu fazia!»? Então, faz!

Nesta sessão, vamos dançar com Joana Louçã.

  Ao fim da tarde, pelas 18h30, continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Vamos na 3ª parte, «Os primeiros pintores malditos». Quem lê o 3º capítulo, «Um prato com maçãs ou a virgindade do mundo», é Zuleide de Medeiros Martins.

Mais tarde, às 21h30, inserido no ciclo «Rupturas no cinema», projectamos o filme Três canções para Lenine (1934, 60’) de Dziga Vertov, apresentado por Manuel Deniz Silva.

«O que a arte moderna nos mostra na sua acidentada evolução é o desaparecimento do assunto ou apenas uma deslocação, aliás profunda, do conceito de assunto? É verdade que a arte dos últimos oitenta anos deixou progressivamente de narrar. Mas terá ela deixado de dizer? Haverá arte que não diga?». Mário Dionísio, na conferência Conflito e unidade da arte contemporânea, falava das artes plásticas. E no cinema? Também foi esse o caminho?

Propomos, para estes três meses, um percurso pela história do cinema (bastante mais curta que a da pintura ou da escultura) que tenta mostrar filmes que representam rupturas, avanços ou mudanças, sejam técnicas ou estéticas. Não seria possível pretender ser exaustivo num tema destes. Por um lado, o cinema evoluiu de forma célere ao sabor dos avanços da técnica, mas também e muito das mudanças nas sociedades, nas políticas, nas vidas.

NO NOSSO HORÁRIO DE ABERTURA:
2ª, 5ª e 6ª feiras, das 15h às 20h
sábados e domingos, das 11h às 18h

  • EXPOSIÇÃO «ESCOLAS: REAPRENDER E ENSINAR»
    Através de documentos e imagens inéditos, traçamos o percurso singular de dois professores que também foram alunos antes e depois do 25 de Abril. Mário Dionísio e Maria Letícia Clemente da Silva estiveram ligados ao ensino, deram aulas em vários liceus de Lisboa, e empenharam-se em tornar a escola um lugar de efectiva formação dos jovens. O que pensavam sobre educação e como punham em prática as suas ideias, muito diferentes das que, durante décadas, foram impostas a professores e alunos pelo antigo regime? Uma exposição que nos ajudará a pensar os problemas das escolas hoje.
  • BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
    A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc… Pode-se ler no local ou requisitar livros.
    Na Mediateca da Achada estão disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
    O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
    Há também outros pólos da Biblioteca aqui no bairro. Podem visitar e ler livros no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata, e no Espaço AmbiJovem, no Largo dos Trigueiros.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?

  • GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
    Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h. É só aparecer e participar.

QUEM QUISER E PUDER PODE AJUDAR A CASA DA ACHADA:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Contactos

Morada Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, 11, R/C
1100 – 004 Lisboa (ver localização)
Telefone 218 877 090
E-mail Casa da Achada
casadaachada@centromariodionisio.org
E-mail Livraria
livraria@centromariodionisio.org
E-mail Distribuição de Edições
livros@centromariodionisio.org
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Equipa de Comunicação Web

 

E-mail André Spencer e F. Pedro Oliveira

web@centromariodionisio.org

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