Hoje, no Diário de Notícias, lemos que o antigo mayor de Nova Iorque, Rudy Giuliani, numa entrevista para a Fox News, disse que Hillary Clinton poderá ser considerada como um dos membros fundadores do ISIS. E referiu que a actual candidata à nomeação pelo partido democrático para as eleições à presidência da república norte-americana era secretaria de estado de Obama quando foi decidida a retirada de tropas do Iraque. E disse mesmo que ela deveria ter tido na altura a atitude patriótica (o adjectivo é dele) de pedir a demissão.
Rudy Giuliani pertence ao partido republicano, e nas primárias que estão a decorrer parece inclinar-se para Donald Trump (ainda não terá decidido). Hillary parece estar à beira de conseguir a nomeação, na medida em que já terá uma vantagem significativa sobre Bernie Sanders. As acusações do primeiro visam claramente influenciar o eleitorado, muito mais do que fazer uma análise propriamente das políticas passadas, ou preparar as futuras. Torna-se cada vez mais evidente que, quanto à situação no Próximo e Médio Oriente, as análises prevalecentes na campanha eleitoral norte-americana são à volta das várias maneiras de continuar a guerra, e não de como acabar com ela. O facto de os avanços contra o Daesh terem sido efectuados após o início da intervenção russa contribuiu para exacerbar ainda mais as iras dos “falcões”, que parecem estar a dominar a corrida. Perguntarão alguns: do que estavam à espera? Realmente não é propriamente surpresa. Os povos do Próximo e Médio Oriente dali também já não esperam nada. Por isso continuam o seu êxodo (eles também têm direito a usar esta expressão), apesar das dificuldades e perigos cada vez maiores que lhes aparecem pelo caminho.
http://www.redstate.com/streiff/2016/03/22/breaking.-rudy-giuliani-endorse-donald-trump/


