
A UE – União Europeia é propriedade do sistema bancário e financeiro internacional, que tem a sua base principal nos Estados Unidos, e da Alemanha. As referências sobre um novo resgate a Portugal pelo ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, comprovam este facto. Os resgates financeiros sobre os países membros têm tido como finalidade principal manter aquele domínio. Passados o referendo no Reino Unido e as eleições no reino espanhol, com resultados que parecem não ter sido exactamente os desejados pelos proprietários da UE, mas ainda assim melhores dos que chegaram a ser temidos, voltou o ataque sobre os países cujas opções políticas não têm sido as julgadas como as melhores. Portugal está entre esses países. Schäuble é, novamente, o porta-voz.
O Brexit pode ser visto sob muitos aspectos. Mas há um que é essencial, e que as autoridades europeias querem evitar a todo o custo, que é o do fracasso da UE, aparentemente entendida como um projecto comum dos países europeus, em procura do bem-estar das suas populações, e da confirmação dos valores da democracia, da liberdade e da fraternidade, mas na realidade ao serviço da geopolítica resultante do imperialismo norte-americano, do sistema bancário e financeiro e dos projectos alemães de hegemonia, na Europa e não só. A dívida pública e o sistema de crédito vão continuar a ser a via para afirmar o poder das entidades por detrás destes interesses.
Propomos que cliquem nos dois links abaixo:
http://observador.pt/2016/06/29/schauble-diz-e-recua-novo-programa-para-portugal/

