O MAPA — (a saga do anadel) . Série histórica por Carlos Loures -a partir de amanhã
carlosloures
Palavras prévias
Neste texto de ficção existe uma forte componente histórica colhida em fontes fidedignas. O leitor saberá distinguir o que é ficção do que é fruto do percurso por uma extensa bibliografia de que no final se dará conta, Exalta-se um aqui um europeísmo feito da enriquecedora diversidade de culturas e não o que visa uma redutora federalização baseada em interesses económicos de grupos financeiros e de geoestratégias.
Porém de Roma a Napoleão sempre se tem procurado unificar na base de fazer prevalecer uma ideia de uniformização de costumes que, se prevalecerem, transformarão o esplendor resultante da diversidade na irrespirável pobreza de uma unidade conseguida à custa da perda identitária dos povos e das nações europeias.
Procura-se nesta história fugir a um nacionalismo exacerbado, e também ao discurso fatalista de uma inferioridade intelectual dos portugueses – quer a ideia do patriotismo cego quer a de um complexo de inferioridade sem sentido, são erradicados – vilões e heróis são postos em cena sem maniqueísmos – no fundo esta é uma simples história policial – teoria da conspiração e verdade histórica misturam-se em doses que procurei que fossem equilibradas. As personagens históricas e as ficcionadas convivem no universo romanesco plausível que a partir de amanhã aqui apresento, de segunda a sexta, sempre à mesma hora – as 9 da manhã.
É um trabalho dedicado à memória de um querido Amigo – o Professor Luís de Albuquerque que, num almoço de sardinhas á mesa do restaurante Tavares (não o «rico» nem o «pobre», mas o «Tavares Paupérrimo»), em Belém, me falou no mapa do Bisagudo. Falou também numa suposta «política de sigilo», praticada pelo Príncipe Perfeito e na qual ele não acreditava, mas à qual reconhecia potencial romanesco. E desafiou-me a escrever uma história com base nessa ideia.
O que só agora faço, mais de 20 anos depois da sardinhada no «Tavares Paupérrimo».