UMA SITUAÇÃO TÍPICA E PERDIDA NO TEMPO por Luísa Lobão Moniz
clara castilho
O conhecimento dos dados sobre segurança escolar, da responsabilidade do Ministério da Educação, parou no ano lectivo 2012/2013.
Seguramente não por falta de ocorrências, mas porque, provavelmente, assim ficou decidido pelo Ministério de Educação.
Para além do Ministério da Educação, têm responsabilidade na divulgação destes dados a PSP, através do Programa “Escola Segura”, e a GNR que registaram no ano lectivo passado 5000 ocorrências.
O que leva a Escola Segura, ou a GNR, a serem chamadas às escolas?
A Escola pede a ajuda destas instituições devido a furtos, insultos, ameaças ou ofensas à integridade física. As vítimas das agressões são na grande maioria alunos, com excepções residuais aos adultos da Escola.
Tivemos, agora, conhecimento através da televisão e das redes sociais, de um acto inaceitável de Violência brutal. Pontapés, murros, insultos, socos, incitamento à violência, tudo se passava na rua, mas ninguém quis interferir e o rapaz estava à deriva.
Extremamente magoado foi para o hospital.
Este rapaz ficou hospitalizado. Não se sabe ainda se virá a ter sequelas …
O subintendente Hugo Guinote, da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade da PSP refere que menos de um quarto das agressões não têm dimensão para levar o agredido ao hospital.
A maior parte das queixas, por violência no seio escolar, é feita por adultos da escola.
Têm sido feitas, ou deveriam ser feitas, acções de sensibilização contra a violência a todos quantos trabalham na escola
Os alunos já têm mais consciência da gravidade destas situações e “desabafam” mais facilmente com outros colegas ou com os funcionários da escola, ou seja, em pessoas com quem estabelecem laços afectivos.
”Um rapaz chinês sofreu bullying pelo colega de escola devido ao facto de se recusar a emprestar-lhe uma bola”.
Esta é uma situação típica e perdida no tempo.
Como analisar este tipo de violência? Bullying? Agressão? Excitação?
A Liga dos Chineses não olha para o sucedido como uma manifestação de xenofobia.
Está também preocupada com os repetidos episódios de violência na escola de que tem tido conhecimento.