
A chanceler alemã Angela Merkel, exigiu ontem numa dura intervenção parlamentar em Berlim, no Bundestag, que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ponha termo imediato aos recentes ataques contra a Alemanha, nomeadamente que pare de fazer comparações entre a Alemanha actual e a do período nazi. Merkel criticou com indignada dureza as declarações do primeiro-ministro turco e de outros membros do governo de Ankara, considerando-as “tristes e fora de contexto”.

Erdogan alega que os métodos seguidos pelo governo alemão para impedir os emigrantes turcos de participar no referendo, são inaceitáveis, designa-os mesmo como «métodos nazis»: por outro lado, a prisão de um jornalista alemão na Turquia, agravou a tensão; do mesmo modo, o facto de quatro militares turcos da OTAN terem pedido asilo político na Alemanha, não ajuda a melhorar a situação.
«As comparações com o regime nazi apenas serviram para minimizar os crimes cometidos pelo nacional-socialismo», disse Merkel que admitiu que o seu país e a Turquia estão actualmente separados por “enormes diferenças». Os fantasmas de Ataturk e de Hitler, medem forças. A Turquia não esquece o poder do Império Otomano e a Alemanha, por mais democrata que os seus representantes afirmem ser o estado germânico, não perde a arrogância prussiana que, desde que a Alemanha se formou, já provocou duas guerras mundiais. Dois estados «democráticos», mas que não suportam ser contrariados.
Vamos ver no que dá.

