“Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra. A marca de sangue dos seus mortos e a certeza de luta de seus vivos”. Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai — Saga da Amazônia
Perante a seca que nos atinge no Inverno deste ano, lembrei-me dos ritos indígenas associadas ao pedido da chuva e do trovão. Muitas das imagens associadas a estes rituais foram-me dadas pelo cinema.
O bom e o mau cinema, o bom cinema documental e o mau cinema do far-west americano que colocava grosseiros indígenas dançando grotescamente em círculos poeirentos de terra avermelhada, e onde os bailarinos eram descritos como peles vermelhas!
“Julia M. Buttree (esposa de Ernest Thompson Seton) [1] descreve a dança da chuva dos Zuni , junto com outras danças nativas americanas, em seu livro The Rhythm of the Redman . [2] [3] Penas e turquesa , ou outros itens azuis, são usados durante a cerimônia para simbolizar o vento e a chuva, respectivamente. Os detalhes sobre a melhor forma de executar a Dança da Chuva foram transmitidos pela tradição oral. [4] Em um tipo inicial de meteorologia, os nativos americanos nas partes do meio-oeste dos Estados Unidos modernos frequentemente rastreavam e seguiam padrões climáticos conhecidos enquanto se ofereciam para realizar uma dança da chuva para os colonos em troca de itens comerciais. Isso é melhor documentado entre os Tribos indígenas Osage e Quapaw do Missouri e Arkansas. [5]
ver as notas e mais em https://stringfixer.com/pt/Rain_dance
Já no ano de 2017 e perante a vaga de incêndios e seca em Portugal, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, propôs que se rezasse pela chuva, frente à “prolongada seca” que Portugal sofria a qual provocou graves incêndios, que provocaram “grande número de vítimas mortais e feridos, além de muitos danos materiais e prejuízos econômicos e sociais”.
Longe do ritual dançante o Cardeal recordava: “O Missal Romano inclui orações por necessidades de vária ordem, também no que à natureza se refere”. E assim quando a Liturgia diária o permitisse, orar na missa pelas diversas necessidades: “Deus do universo, em quem vivemos, nos movemos e existimos, concedei-nos a chuva necessária, para que, ajudados pelos bens da terra, aspiremos com mais confiança aos bens do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo”.
O conto Chuva
http://contosquevalemapena.blogspot.com/2015/01/28-chuva-w-somerset-maugham.html

