PALCO 130 – O FILME QUE NÃO SE VÊ – por Roberto Merino

 

 

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Notas (*) (The secret language film) de Jean-Claude Carrière- Editorial Paidós-Año 1997- España

“Meu amor, vamos ao cinema de bairro A noite transparente gira como um moinho silencioso, elaborando estrelas. Tu e eu entramos no cinema do bairro, cheio de meninos e aromas de maçãs. São as antigas fitas os sonhos já gastos, na pantalha, da cor das pedras ou das chuvas. A bela prisioneira do vilão tem olhos de lagoa e voz de cisne. Correm os mais vertiginosos cavalos da terra. Os vaqueiros perfuram com os seus tiros a perigosa lua do Arizona. Com a alma num fio atravessamos estes ciclones de violência, a formidável luta…Muitos dos meninos do bairro adormeceram, cansados do dia na farmácia. Cansados de esfregar nas cozinhas. Nós não, meu amor, não vamos  perder este sonho enquanto estivermos vivos, faremos nossa toda a vida verdadeira, e também os sonhos: todos os sonhos, nós vamos sonhar.” Pablo Neruda, «Ode a um cinema de bairro»

 

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