Este verdadeiro cartaz de “paz ogival” do Parlamento Europeu é um triste sinal dos tempos.
A corrida ao armamento nunca foi nem será a solução para a paz. Os países têm direito a defender-se de invasões externas. Mas ninguém tem o direito de reacender uma escalada bélica a nível mundial em nome de um conflito regional.
A ideia de “derrotas e vitórias incondicionais” de parte a parte, ancorada na produção de armamento massiva, só pode prolongar o conflito. Os adultos na sala deviam estar apostados em criar cenários de “meias vitórias para todos” para terminar a guerra, em vez de embarcar nesta verdadeira propaganda bélica.
Se armar a Ucrânia poderia ter sido justificado transitoriamente como um elemento instrumental na defesa da sua posição negocial, é infelizmente cada vez mais claro que esse não é o objetivo. O objetivo é a manutenção da guerra total. Que será tão longa como a longa capacidade dos dois lados continuarem a produzir armas.
Para prejuízo dos de sempre. Dos sem voz que estão sob fogo cruzado.