Bertolt Brecht nasceu em 10 de Fevereiro de 1898 na cidade bávara de Augsburg e morreu em Berlim Leste em 14 de Agosto de 1956. Poeta, dramaturgo, encenador, talvez tenha sido o mais destacado homem de teatro do século XX. As suas peças, as suas encenações e os seus trabalhos teóricos sobre arte dramática, tornaram-no numa figura ímpar do teatro do seu tempo – dizer Brecht é dizer teatro moderno, inovação.
Ainda jovem, adere ao marxismo e vive o período histórico da República de Weimar e a ascensão do nazismo pondo em prática os ensinamentos que colhera de Stanislavski, Piscator, Mayerhold e de outros grandes teóricos. Brecht reintroduziu na dramaturgia contemporânea o conceito de teatro épico.
As suas primeiras peças, Baal – 1918-26 e Tambores na Noite (Trommeln in der Nacht) 1918-20 foram levadas à cena em Munique, mas o seu primeiro grande sucesso é a peça Im Dickicht der Städte estreada em Berlim. Porém, a chegada de Hitler ao poder, em 1933, determinaria o exílio de Brecht – depois de percorrer diversos países europeus, fixa-se nos Estados Unidos. Algumas das suas principais obras: Um Homem é um Homem, Mãe Coragem e os seus Filhos, A Vida de Galileu, O Círculo de Giz Caucasiano, A Boa Alma de Setzuan, A Ópera de Três Vinténs.
Em Janeiro de 1949, com sua mulher, a grande actriz Helene Weigel, fundou em Berlim a companhia de teatro Berliner Ensemble, onde exibiu as suas peças, encenando-as de acordo com as suas concepções.
O Carlos Loures escreveu este texto há 9 anos. Permiti-me hoje transcrevê-lo, com algumas pequenas alterações. Peço-lhe a ele, lá no céu, e à sua família, cá na terra, que não me levem a mal. E já agora, proponho aos nossos leitores que cliquem no link abaixo para lerem um pequeno texto que nos explica porque Bertolt Brecht foi tão importante:
Why is Brecht so important? – Epic theatre and Brecht – GCSE Drama Revision – OCR – BBC Bitesize
E já agora, lembremos o que disse Pedro Mexia em Tempos Maus para o Lirismo, no Expresso de 29 de Setembro de 2023, citando dois tradutores do nosso aniversariante:
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“É pouca sorte que tantos de nós tenham chegado a Brecht pelo lado errado: primeiro estudámos a teoria, depois as peças, e só chegámos aos poemas como subproduto do teatro, em vez de vermos que os poemas levaram às peças e atravessam as peças, das quais nasceram as teorias”.
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Propomos ainda que leiam este poema de 1945, na versão portuguesa de Paulo Quintela:

