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SINAIS DE FOGO – FINÓRIO DE BRAGA – por Soares Novais

 

O autor da pérola acima é o presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho). E é apresentada como um desafio às empresas que, segundo ele, “deverão descrever no recibo de vencimento de cada trabalhador o custo real que este tem.”

CEO de um grupo que “integra várias empresas nos setores das tecnologias de informação, consultoria ambiental, sistemas de informação geográfica e de design e comunicação”, o senhor presidente da Comissão Executiva da  AEMinho é um patrão à moda antiga. Daqueles que, apesar do custo real, teimam em ter trabalhadores ao seu serviço. Por caridade, já se vê.

Para ele não são os trabalhadores quem produz a riqueza, mas sim ele e todos os outros que fazem o favor de dar emprego àqueles que designam como colaboradores. Apenas lhe faltou aconselhar uma peregrinação ao Santuário do Sameiro para que aí possam expressar a sua gratidão, não a Deus mas ao boss, por terem direito a um salário. Apesar do custo real…

Natural de Braga e licenciado em Relações Internacionais na Universidade do Minho o líder é apresentado como um apaixonado por desportos motorizados e que gosta de “socializar, festejar e celebrar os 3 ​anos de vida desta Associação cheia de vida. O nosso tradicional sunset no fantástico espaço exterior do CCVF. Música, diversão, boa comida e bebida!” como leio na sua página https://www.facebook.com/brito.ramiro.

Felizmente, na AEMinho nem todos pensam como ele. É o caso de José Teixeira, presidente da Mesa da Assembleia Geral daquela entidade. O CEO do Grupo DST – https://pt.wikipedia.org/wiki/DST_Groupu -, que emprega 2700 trabalhadores e actua em vários países do mundo, rege-se por outra doutrina. Como pode ler e ouvir aqui:

https://expresso.pt/podcasts/o-ceo-e-o-limite/2023-03-13-Jose-Teixeira-presidente-do-Grupo-DST-Sou-um-lider-solidario.-Fui-um-operario-reconheco-o-valor-do-trabalho-45e9b2dc

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