De acordo com o conhecimento que temos, pelo menos o oficial, não existem evidências credíveis de que grandes potências mundiais andem a manipular o clima de forma secreta ou em larga escala. A maior parte da investigação estará em fase experimental, acompanhada de um forte debate ético e científico sobre os riscos envolvidos.
Ainda de acordo com esse conhecimento, o oficial e aquele que nos deixam ter, as teorias sobre “chemtrails” e manipulação climática secreta não têm suporte científico credível.
Não há provas públicas. Mas há precedentes que nos autorizam a suspeitar que existam intervenções deliberadas no clima, de forma não secreta e em escala que, admitamos, possa não parecer grande. E também não deixa de ser curioso que a desconfiança em torno das teorias sobre as linhas brancas que a espaços se vêm nos céus e que formam figuras geométricas persista apesar das explicações oficiais, e afinal possam ser produtos químicos tóxicos pulverizados deliberadamente por governos ou outras organizações com fins nefastos, como controlo populacional ou modificação climática.
Independentemente da veracidade destas teorias, o facto de persistirem revela um défice de confiança pública que não pode ser ignorado.
Sabemos, uma vez que está documentado, que entre 1967 e 1972 isso foi feito no Vietname, Camboja e Laos, com o objectivo de estender as nuvens de monção, para alterar o sistema de rotas de fornecimento, provocar deslizes e retardar a rota das tropas vietnamitas.
Também sabemos, está documentado e público, que nos anos 2000 até aos dias de hoje, a China desenvolveu o maior programa de modificação climática do mundo, onde são utilizadas técnicas de semeadura de nuvens através de foguetes, aviões e drones.
Sabemos também, por estar documentado e público, que desde 1990 e até aos dias de hoje, através de semeadura de nuvens, os EAU tentavam controlar o clima no sentido de combater a escassez de água, e que hoje, para o mesmo efeito, utilizam drones com cargas eléctricas.
E ainda se sabe que os EUA continuam a utilizar os mesmos meios para combater secas.
Para além disso, é do conhecimento público que há no mundo mais de cinquenta países que têm programas de semeadura de nuvens.
Todos os programas actuais são oficiais, públicos e não secretos. A modificação climática militar foi proibida pela Convenção ENMOD de 1977!
Assim sendo, porque nos dizem à boca cheia que ninguém tenta controlar o clima?
Poderemos não saber tudo, ser distraídos e, até, ignorantes, mas não somos ingénuos.
Não é científico, não conheço nenhum estudo que o confirme e não será fácil comprovar, mas tenho a convicção de que como eu, há muita gente, mesmo muita, que pensa saber e o tem como certo. Assim, será difícil acreditar que as pessoas que, legal e localmente utilizam técnicas de modificação atmosférica, se não tenham sentido tentadas a estender essas actividades a experiências mais globais. Já houve precedentes de utilização militar de modificação atmosférica. E da tentação aos actos, o passo é mesmo muito pequeno.
Ora, o clima é um sistema interligado. Sabemos que certas acções produzem efeitos que se propagam para além do ponto inicial, num verdadeiro efeito de ondulação. Que garantias temos de que intervenções deliberadas na atmosfera, ainda que localizadas e aparentemente de pequena escala, não possam desencadear processos cumulativos cujas consequências ultrapassem o previsto?
Não sendo eu de intrigas, ouve-se por todo o lado que as alterações climáticas a que vamos assistindo nos últimos anos, são provocadas pelo aquecimento global. Ensina-se que esse aquecimento não resulta de um processo cíclico e natural de alterações térmicas e dinâmicas do nosso planeta, mas pelo aumento do CO2. Não questiono a relevância deste argumento, no entanto ao sabermos que existem programas de modificação atmosférica em diversos países, por que razão essa variável raramente entra na equação quando se discutem as causas das alterações climáticas?
Talvez a realidade seja menos simples do que nos querem fazer crer, e as pessoas que modificam o clima, possam estar a lidar com consequências que não anteciparam!
Multiplicam-se os desastres naturais por esse mundo fora.
Nunca como agora se viu o anticiclone dos Açores tão fora do local onde sempre esteve, e tão enfraquecido. No Inverno desloca-se sempre um pouco para Sul, mas desta vez, anomalamente, a sua deslocação foi para Sudoeste, o que permitiu a chegada ao nosso país das mais recentes tempestades, também elas atipicamente violentas. Não posso afirmar que haja relação directa, mas a coincidência merece reflexão, mesmo que nesta altura já esteja no lugar certo e costumeiro.