Lançamento no dia 21 de Outubro, sexta-feira,pelas 16 horas, no Café Saudade, em Sintra. A apresentação da obra será feita pelo Dr. Ricardo António Alves, director do museu Ferreira de Castro.
Este estudo é uma problematização da função estético-ideológica do Neo-Realismo, num contexto sociocultural
e político específico, tendo em conta que as obras deste movimento, para lá da sua qualidade estética, são um documento, no plano do imaginário social associado a uma cultura da “resistência” à ditadura, imprescindível para o estudo da nossa História contemporânea. Através da análise textual, é também um contributo para uma história da narrativa social portu¬guesa, desde a década de 30 à de 70 do século XX.
Se toda a literatura é obviamente um acto cultural, podemos dizer que no caso do Neo-Realismo, por vezes, a concepção cultural, conve¬nien¬temente codificada, se sobrepôs à própria especificidade da estética literária. E como todas as generalizações são abusivas, convém realçar que, apesar dos imperativos ideológicos, a prática estética de alguns dos seus autores revelou uma capacidade singular de fazer coexistir a comunhão ideológica e a idiossincrasia estética, tal foi o caso de Carlos de Oliveira, Alves Redol, Mário Dionísio, Soeiro Pereira Gomes, Manuel da Fonseca e Fernando Namora, entre outros.
O AUTOR:
Vítor Viçoso (Lisboa, 1943) é professor aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em Literatura Portuguesa (1989). Para além de ensaios sobre Raul Brandão, Carlos de Oliveira e José Saramago, dos quais destacamos A Máscara e o Sonho – Vozes, Imagens e Símbolos na Ficção de Raul Brandão, publicou artigos sobre temas e autores do Romantismo, do Simbolismo e do Neo-Realismo. É actualmente director da revista Nova Síntese – Textos e Contextos do Neo-Realismo.
MAIS INFORMAÇÃO SOBRE ESTA OBRA EM: http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=1537
