A Narrativa no Movimento Neo-Realista – As Vozes Sociais e os Universos da Ficção – por Vítor Viçoso – Lançamento no dia 19 de Novembro, pelas 16 horas no Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira

 

Este estudo é uma problematização da função estético-ideológica do  Neo-Realismo, num contexto sociocultural e político específico, tendo em conta que as obras deste movimento, para lá da sua

qualidade estética, são um documento, no plano do imaginário  social associado a uma cultura da “resistência” à ditadura, imprescindível para o estudo da nossa História contemporânea.  Através da análise textual, é também um contributo para uma história  da narrativa social portuguesa, desde a década de 30 à de 70 do século XX.

 

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Se toda a literatura é obviamente um acto cultural, podemos dizer que  no caso do Neo-Realismo, por vezes, a concepção  cultural, convenientemente codificada, se sobrepôs à  própria especificidade da estética literária. E como todas as generalizações são abusivas, convém realçar que, apesar dos imperativos ideológicos, a prática estética de alguns dos seus autores revelou uma capacidade singular de fazer coexistir a comunhão ideológica e a idiossincrasia estética, tal foi o caso de Carlos de Oliveira, Alves Redol, Mário Dionísio, Soeiro Pereira Gomes, Manuel da Fonseca e Fernando Namora, entre outros.

 

O AUTOR:

 

Vítor Viçoso (Lisboa, 1943) é professor aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em Literatura Portuguesa (1989). Para além de ensaios sobre Raul Brandão, Carlos de Oliveira e José Saramago, dos quais destacamos A Máscara e o SonhoVozes, Imagens e Símbolos na Ficção de Raul Brandão, publicou artigos sobre temas e autores do Romantismo, do Simbolismo e do Neo-Realismo. É actualmente director da revista Nova SínteseTextos e Contextos do Neo-Realismo.

 

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