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OBSERVATÓRIO DE LUTA CONTRA A POBREZA NA CIDADE DE LISBOA por clara castilho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, dando os seus primeiros passos em 2007, confrontou-se com muitas dificuldades. Até aí, praticamente ninguém havia feito o esforço de compilar e sistematizar toda a informação disponível para a produção  e um retrato sobre a pobreza e exclusão social na cidade de Lisboa. A informação estava dispersa, era recolhida de forma desigual não permitindo nenhum grau de comparabilidade, as fontes produtoras de informação não estavam habituadas a fornecer dados para o “exterior”, havia pouca informação disponível com algum grau de actualidade, assim como não se encontrava  sistematizada, e a que existia era ao nível mais micro do território.

Assim, e para além de outras prioridades, foi sobre a recolha de informação, a sua sistematização e análise de toda a que se encontrava disponível, ao nível das Freguesias, que se avançou. Em 2009 e 2010 foi produzida uma actualização do relatório de 2007. A publicação, que está disponível on-line (“Retrato de Lisboa”), e que será periodicamente actualizada, é precisamente a expressão do aprofundamento do conhecimento e o primeiro passo para a disponibilização de uma base de dados on-line permanentemente actualizada.

Esta equipa trabalhou em cooperação com Observatórios congéneres de outros países, elaborando bases de dados (organizacionais, de políticas e bibliográficas) disponíveis on-line.

Têm colaborado com o Observatório como seus parceiros financiadores a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Montepio Geral e a Fundação Gulbenkian e  diversas fontes de informação (públicas e privadas).

A informação  fornecida é dada por freguesia de Lisboa e  relativa a: Evolução do número de residentes; População por género; Índice de Envelhecimento Tipo de Famílias  (Clássicas, Monoparentais, Unipessoais), sobre
habitação ( Áreas de realojamento social, Fogos municipais, Alojamentos sobrelotados, Alojamentos não clássicos, Barracas, Alojamentos sem pelo menos uma infra-estrutura básica), sobre o ensino ( n de pessoas analfabetas / Taxa analfabetismo, População de acordo com o grau de instrução); portadores de deficiência; situação face ao emprego e apoios sociais (Beneficiários de subsidio de desemprego, de rendimento social de reinserção) e sobre equipamentos sociais.

  

A REAPN (Rede Europeia Anti-Pobreza) é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1990, em Bruxelas, está representada em 30 países, nomeadamente em Portugal, através de redes nacionais. A intervir no nosso país desde 1991, é reconhecida como Associação de Solidariedade Social, de âmbito nacional, obtendo em 1995, o estatuto de Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD). A acção da EAPN Portugal, sediada no Porto, estende-se a todo o país através de 18 Núcleos Distritais.

Não sei quem a dirige, que interesses podem estar por detrás. Sei que esta publicação me fornece informações importantes para o meu trabalho, me permite perceber melhor onde me encontro, quais as características maioritárias de cada local em que as crianças se encontram, quais os serviços a que os utentes podem recorrer. Torna-se, assim uma ferramenta de trabalho que, como todas as que podemos recorrer, tem o seu valor num enquadramento que deve ser permanentemente questionado.

Para quem interessar, o texto pode ser consultado em http://observatorio-lisboa.eapn.pt/

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