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ECONOMIA – Nota informativa, por Júlio Marques Mota

A gravidade da situação que a Europa atravessa, mais particularmente a zona euro, leva-nos a alterar um pouco a grelha de textos em economia estabelecida anteriormente a publicar diariamente em A Viagem dos Argonautas.  Terminaremos  agora  com a série   sobre a banca, série esta que será concluída com um texto dedicado a José Almeida Serra que, pessoalmente, considero um dos economistas politicamente mais lúcidos e conscientes da realidade deste  país, país  agora em sítio transformado pelos Durão Barroso, Passos Coelho e seus cúmplices,  sítio  que país há-de voltar a ser, o que só será possível com a força de todos, com a força que a razão colectivamente nos confere.

Após a conclusão da edição  da última nuvem sobre este final de Verão, princípio de Outono a pairar sobre Pequim e Washington e sobre o mundo também,  iniciaremos em conjunto, de manhã e à noite, duas séries sobre a Crise e a Zona Euro.  Na série editada pela manhã serão publicados pequenos textos que assumimos como retratos, como imagens, como síntese dos efeitos devastadores que se fazem sobre cada um dos Estados membros. Esta série terá assim como tema, como título, Retratos, imagens, síntese dos efeitos da crise da zona euro sobre cada país . Na série da noite, editaremos textos  que se pretendem, de explicação, de reflexão, de interrogação,  sobre a crise da zona euro, sendo, portanto textos de uma outra dimensão, textos que nos remetem sucessivamente para o campo teórico igualmente. Necessariamente assim se quisermos entender o real, no sentido de sermos capazes de o interrogar  e de o perspectivar para além do momento que passa.

E esta segunda série terá como tema genérico Reflexões sobre a  morte  da zona euro, sobre os caminhos seguidos na Europa a caminho dos anos de  1930 e será concluída, com um conjunto de artigos sobre o desaparecimento da zona euro, que já está moribunda, sobre a queda  do euro, sobre os caminhos que a Europa tem estado a traçar e a deslocar‑se, portanto, a caminho de 1930.

Coimbra, 31 de Outubro de 2012

Júlio Marques Mota

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