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PARA 2013 DESEJO QUE O MEDO NÃO IMPERE por clara castilho

Hoje é o último dia do ano. Passo em revista algumas coisas importantes que aconteceram. A todos nós e a mim pessoalmente. Sofri das coisas más que a todos aconteceram – ver o país a cair a pique, não saber do futuro, recear pelos mais próximos. Quanto a coisas pessoais até que não foi mau.

Penso nas esperanças que é costume ter para o próximo ano: vou fazer isto e aquilo, não vou fazer isto, e aquilo…

 

O que gostaria de facto que acontecesse era que soubéssemos encontrar uma forma de contrariar este caminho. E aparece-me a palavra MEDO à frente. Medo do que pode acontecer, medo do que poderemos sofrer, medo de faltar a força para resistir. Lembro outras situações em que o medo dominava muitos dos nossos comportamentos. E do medo que se sentia quando se agia contra o medo. Não, não quero voltar a esse tempo. E sinto um friozinho por o sentir à espreita.

 Mas, o medo também está dentro de nós. Citando José Luís Peixoto, (Diário de Notícias (2003): “O Pior Medo é o Medo de Nós Próprios –  O medo é muitas vezes o muro que impede as pessoas de fazerem uma série de coisas.  (…) O pior medo é o medo de nós próprios e a pior opressão é a auto-opressão. Antes de se tentar lutar contra qualquer outra coisa, penso que é importante lutarmos contra ela e conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios”.

 Pois é, o que desejo é que não tenhamos medo!


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