Estamos felizes por ter a fortuna de passar a contar aqui em A Viagem dos Argonautas com uma nova seção “Da Galiza, mensagem” que, como o título indica, nos trará, da Galiza, mensagens de Isabel Rei.
Que venham muitas mais, que ansiamos por lê-las, e bem falta nos fazem notícias do norte da raia.
Fiquem, pois, com a mensagem primeira. E degustem.
Um olá com grãos-de-bico
É diante de um prato de calhos, que é cozido de vaca, estômago e perna, do estilo das tripas portuenses mas trocando feijão por grão-de-bico, que começo esta Viagem Argonauta cumprindo o prometido ao caro Pedro Godinho.
Saboreando este prato delicioso, a cada colherada vêm-me imagens da enorme família dos galegos portugueses. E a cada grão, antes de levá-lo à boca, vou-lhe apondo um nome e murmurando: Sou galega como Paulo Bragança, música como ele e amante das paixões humanas. Galega como um trisquel. Galega como as cantigas medievais. Galega como Afonso Henriques. (glubs)
Galega como @s filh@s de Afonso Henriques. (re-glubs)
Galega como o musical Dom Dinis. (pois…)
Galega como a assassinada Inês de Castro. (colo de garça)
Galega como os judeus Cristóvão Colom[bo] e Baruch Espinosa [Spinoza]. (ha ha…)
Galega sórdida como @s Vaz de Camões. (duro bando)
Menina e moça como Bernardim Ribeiro. (o retranqueiro)
Galega como o cancioneiro de Gonçalo Sampaio (minhoto!)
Galega como o aguador Rodrigues Miguéis. (da escola do paraíso)
Galega como o traidor Paulo Portas… (sempre há um desses)
Enfim, que vou dizer que não fora dito antes? Herculano observou que os portugueses são galegos aperfeiçoados. Não sei que perfeição via em vós que eu não tenha. Mas, isto é cousa de muito matinar e esta ração de calhos já vai acabando. Foi boa para ser a primeira, quem achar falta de sal pode ir pegando o saleiro.
Bom proveito.
mensagem anterior: Espanha existe?

