Da Galiza, mensagem : Galiza negra – por Isabel Rei

Da Galiza mensagem

Galiza negra

Algumas noites de inverno na Galiza são tranquilas e calmas. Não é preciso nevar, ainda que o lento cair da neve imita bem o que quero dizer. Algumas vezes, no inverno da noite, o único que bule até à ebulição é o pensamento.

Que foge para as terras quentes do Sul, longe dos problemas locais. Esquecido do esquecimento, pula por cima das fronteiras e dos mares, imagina outros continentes, outras faces, outras cores, a beleza de outras peles, de outras línguas.

Vê maravilhas. Mas também séculos de torturas e morte, famílias quebradas, tribus desfeitas, desintegrados os membros, culturas, costumes, territórios semeados de opressão. Depois do genocídio, o que resta ao povo que sobrevive?

Pensamento voa, carne não. O mais grave da tortura não foram as feridas do corpo, mas a impossibilidade do retorno, a marca emocional que vive sempre em nós e arde até à última hora.

O grave não foi a obrigação de aprender a língua de outrem, mas todo o que fomos obrigados a ignorar sobre a nossa e sobre nós. O vácuo. Porque a de outrem é incapaz de nos compreender como a nossa faz.

Retorna o pensamento e Compostela ainda está escura, também é negra, também é indígena. Em Portugal, o que resta aos nativos portugueses? Deixar espaço. Dar a mão. Que na roda da noite entram todas as dançantes, tam-taneando de pés na terra, pelo agromar duma nova e diferente primavera lusófona.

A. D. R. Castelão (1886-1950)
A. D. R. Castelão (1886-1950)

 

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14 Comments

  1. […]
    “Gallegos que me escoitades,
    gallegos que a verme vides:
    ¡hoxe de eiquí no saídes
    sin facer as amistades!
    Das nosas debilidades
    o diaño non se ha de rir.
    Vamonos todos unir,
    matando rencores cegos;
    ¡que na unión dos bos gallegos
    está da Patria o porvir!”
    […]

    (Curros Enríquez: “Pola union”

  2. Pois é, muito obrigada, Josep. É pena que os galegos ficassem de fora do aprendizado moderno da língua e então vemos poemas como esse, tão sugerentes mas tão afastados de qualquer regra ortográfica coerente que “parece” que se trata de uma outra língua.
    Galegos que me escutades,
    galegos que a ver-me vindes:
    hoje daqui não saídes
    sem fazer as amizades!
    Das nossas debilidades
    o dianho não se há de rir.
    Vamos-nos todos unir,
    matando rancores cegos;
    que na união dos bons galegos
    está da Pátria o porvir!

    Porém o que fazer com as galegas? Ou com aquelas que não sabem que o são? Ou com aquelas que destroem e desajudam outras galegas precisamente por sê-lo e por não querer sê-lo? Ou com aquelas que provocaram tanta dor a outrem que já não sabem o que merece a pena, e ficaram perdidas na sua corrida para a frente…?

  3. Des d’una certa proximitat però amb respecte per una realitat que no conec prou bé, crec que hi ha paral·lelismes, no identitat, amb alguns dels camins que hem hagut d’obrir o de seguir a Catalunya. Quan som al desert, cal travessar el desert. Espriu va posar veu a aquest sentiment de desolació i descoratjament col·lectiu, i el va descriure de manera contundent al Llibre de Sinera.

    […]
    Com arribaria
    al sord aquest clam?
    Faig, perquè l’escolti,
    foc del nostre glaç.
    Parlo d’esperança,
    desesperançat:
    un vell mot no calma
    més antiga fam.
    El meu món tenia
    presos els portals.
    Amb mort confinava
    per tots els llindars.
    Llengua embastardida,
    poble bou al fang.
    Necis jocs podrien
    vils cervells parats
    Endinsada vela
    per l’última mar.
    […]
    Poema XVI

    Però, al mig del desert, cal que algú dibuixi nous paisatges, i que els dibuixi clarament, i amb tanta persevernça, amb tanta convicció, i amb tanta estimació per l’herència rebuda, que pugui redreçar l’abatiment. El mateix Espriu, però no només ell, ho va expressar repetidament, però sobretot en el seu Inici de càntic, que cal llegir molt a poc a poc:

    Ara digueu: “La ginesta floreix,
    arreu als camps hi ha vermell de roselles.
    Amb nova falç comencem a segar
    el blat madur i, amb ell, les males herbes.”
    Ah, joves llavis desclosos després
    de la foscor, si sabíeu com l’alba
    ens ha trigat, com és llarg d’esperar
    un alçament de llum en la tenebra!
    Però hem viscut per salvar-vos els mots,
    per retornar-vos el nom de cada cosa,
    perquè seguíssiu el recte camí
    d’accés al ple domini de la terra.
    Vàrem mirar ben al lluny del desert,
    davallàvem al fons del nostre somni.
    Cisternes seques esdevenen cims
    pujats per esglaons de lentes hores.
    Ara digueu: “Nosaltres escoltem
    les veus del vent per l’alta mar d’espigues.”
    Ara digueu: “Ens mantindrem fidels
    per sempre més al servei d’aquest poble.”

    Perdona, Isabel, la insistència en Espriu, però enguany en celebrem el centenari.

  4. Pois bom centenário do Espriu e obrigada pelos lindos poemas, que se agradecem muito. No texto inicial deste post e nos anteriores há um fundo de positivismo que talvez não seja fácil de perceber para quem não está no tema. Mas aqui estou eu para mostrar “o tema”. E tive que ser eu porque assim leva sendo toda a minha vida: acho-me em circunstâncias que poucas pessoas ao meu redor, tirando algum parente, estariam dispostas a assumir. E acho-me sozinha, mas sem medo, que sei que falo para a família. A desenvolver o passado, presente e futuro da construção atlántico peninsular, da língua, das pessoas, de tudo. Todo junto e ambicioso, inabrangível, como garrafa atirada ao mar. Mas de pés na terra e tam-taneando. E já vejo que por aqui não estão todos surdos. Obrigada de novo.

  5. Parabéns, valente Isabel! Escrito como só tu sabes escrever… dá-me voltas ainda na cabeça esse “Depois do genocídio, o que resta ao povo que sobrevive?” e pensei primeiro: a língua! a nossa bela língua, que nos une, que vai em nós e que nos leva… e que nos restitui à cabeça da Lusofonia… mas agora penso que não é suficiente: precisamos tb, como chamar-lhe? a solidariedade, a coesão, a firme adesão mútua, talvez o sacrifício, afinal o amor… dar, dar-se, dar-nos uns às outras… seremos capazes? coletivamente continuamos a emigrar, a nos exilar (a sermos exilados!)… e hoje temos uma das natalidades mais baixas da Europa… eppur… aqui estamos, ainda, vivos: o franquismo não ganhou, não “passou”, por muito que os seus herdeiros hoje em Madri pensem que tudo ficou bem atado… aí temos a Catalunha, a chamar às portas da independência; e nós? destamos a chamar às portas da Lusofonia… abrem-se algumas… no Brasil… mas em Portugal é ainda tão duro! Tu o abrandarás; uma aperta galega!

    1. Caro Carlos, como já tenho contado, nasci numa zona de Lisboa onde havia muitos galegos Desde a escola primária, tive galegos como amigos e os dois melhores amigos eram descendentes de galegos, um deles (ainda vivo, felizmente) filho de um casal do Porriño que veio fugido da guerra e o outro, morreu há poucos anos, foi como um irmão – aliás, os meus filhos tratavam-no por tio – esse era bisneto de galegos, gente de Tuy – Ainda estudantes, estivemos os três na Galiza visitando as respectivas famílias dos meus amigos. Isto para dizer que os estereótipos que os portugueses em geral têm sobre os galegos , nunca me afectaram. Mas já pude observar em galegos visões estereotipadas dos portugueses. E isso é a primeira coisa a combater a ideia que fazemos uns dos outros. E a melhor maneira não é tentando provar que uns são melhores do que os outros. Essa é a pior abordagem possível. Tal como elogiar os portugueses do Norte em detrimento dos do Sul – é entrar numa querela que já é estúpida sem ajudas externas. Se há galegos que preferem ser espanhóis a obter a independência, se os que querem a independência estão divididos, como quereis que sejam os portugueses a ter uma visão exemplar do vosso problema? E mais – hostilizando aqueles que são solidários convosco, mesmo que não concordando a cem por cento com alguns postulados, estais a impedir a constituição de uma plataforma de apoio que teria alguma utilidade. Dizes que em Portugal é duro. Deve ser, Carlos, mas no Brasil só é mais fácil por terdes apoiado o AO (quanto a mim, foi um erro – compreensível, mas um erro). A posição de alguns portugueses que são contra o AO, nunca seria vencedora, mas à vossa táctica talvez tivesse sido útil essa aliança. Em suma – há um ditado português que diz que não é com vinagre que se apanham moscas. Uma atitude agressiva para nós, que não somos o povo opressor nem podemos advogar a causa da anexação da Galiza, é uma agressividade gratuita. Não interessa nada se somos galegos ou não somos galegos – eu acho que quase mil anos de deriva política, criaram uma identidade portuguesa diferente da galega. Admito a hipótese de estar enganado, mas é uma discussão tão inútil quanto o é o da nacionalidade de Colombo. Quem precisais de convencer antes de tudo, é a opinião pública galega no seu conjunto. Muitos de nós, compreendemos o vosso desespero, a vossa raiva – tenho a ideia de que se estivesse submetido a estrangeiros, enlouquecia – somos roubados e oprimidos por filhos da puta, mas filhos de putas portuguesas. Não tendes de nos convencer de nada – compreendemos tudo. Não necessitais de invocar a história para que vos respeitemos. O meu exemplar da História da Galiza, de Ramón Villares, está a desfazer-se de tanto o consultar. Foi-me oferecido em 1988 por um professor da Universidade de Compostela, com uma bela dedicatória. Quanto à História não há problemas. E o futuro?

      1. Pensava dar alguma resposta ou “corresposta” à amiga Isabel. Mas prefiro antes comentar alguma cousa do teu comentário. E advirto que o faço mais como castelhano (de Valhadolid) do que como galego de domiciliação e de opção.

        De verdade e em verdade que, caro e admirado português, sendo tão próximos (e admiradores) do reino bourbónico da Espanha, procurais não o “imitar” um pouco e por isso tenho de confessar que não vos entendo. Parece-me que tendes tanto respeito ao estado estranho que mesmo vos permitis deturpar nomes portugueses que esse estado deturpa (e não me refiro a Oporto, que dizem oficialmente os espanhóis): Porrinho não é topónimo castelhano, mas português; aventuro que tem de haver algum Porrinho pela Lusofonia adiante; também Tui não é topónimo castelhano, mas português com todo o direito.

        Igualmente acontece com os antropónimos: Colom era sem dúvida galaico-português, talvez da Ponte Vedra ou acaso da Cuba portuguesa, mas com toda a certeza não era Colombo italiano ou genovês. Villares, bem escrito assim, mas pronunciado Vilares, é antropónimo tomado de topónimo. Vilar é justamente nome português e O Ramão ou Raimundo Vilares, como bom notável galego, deveria ter galeguizado o seu apelido e retirado dele um L, porquanto por estas partes da UE, alfabetizada (mal) em castelhano, a gente perante um LL pronuncia LH e não L.

        Não vou criticar a História da Galiza (ou é “de Galicia”?) do historiador; apenas pediria que fosse mais galega. Acontece que as Histórias da Galiza, como as Histórias de Portugal, padecem os mesmos erros de paralaxe de que adoecem as previsões meteorológicas nas diferentes TVs: cortam meteoros e acontecimentos por imperativo estatal (ou mesmo provincial) de modo que nem uns nem outros acabam por ser bem explicados e entendidos. Digo mal: os que nos anunciam o tempo e clima por vir são capazes de ultrapassar fronteiras, enquanto os historiadores, fiéis servidores do seu estado, como, por outro lado, os filólogos, ficam no interior carcerário das fronteiras que exércitos vigiam em cada momento.

        Ah!, e, se ninguém começa, ninguém acabará quebrando o discurso político dominante… E nessa empresa, reconheço-o, há galegas e galegos com agudeza bastante para chamar as cousas pelo seu nome.

  6. Carlos Loures, és o exemplo perfeito do português que nada compreende. Estás tão cego e tão surdo que nem sequer te dás conta do suicídio que cometes preferindo os topónimos da Galiza na sua versão castelhana. O português que assim se conduz é um doido, um louco e melhor nos irá se não levamos a sério os seus “conselhos”. O único que procuras é acalmar a tua consciência, que se conforma com não saber, não admitir, não dar a mão nem deixar espaço. É um pensamento covarde e avarento, que se conforma com os mitos da sua pobre existência, uma república de nuvens e ar estratosférico, com os pés muito longe da terra dos teus antepassados e antepresentes. Vejo que contigo não podemos contar para a construção de uma comunidade lusófona em pé de igualdade, todos a dançar na mesma roda. Mas não te preocupes, que a roda será construída contigo ou sem ti. Saúde.

  7. Caro Carlos: deixa-me só incidir no “lério” do AO; com efeito: foi uma “démarche” que deu resultado e nos colocou de vez no mapa da Lusofonia: devido à sorte (?) ou ao trabalho, ele é hoje um facto consumado para nós (mas tb devido ao apoio do saudoso Houaiss no Rio, como tb do Jacinto Nunes em Lisboa); creio que me tens ouvido/lido que poderia ter sido outro, “melhor” (mais “etimológico”?), se nós, galegos, tivéssemos participado nele, não como observadores (uma honra, contudo!) mas com o nosso próprio Estado: mas não o temos: culpa nossa? sim, se por “nossa” entendemos dos “galegos” e mailos “gallegos”, coletivamente (já vês os governos que “elegemos”…); mas, como dizemos por cá: “é-che o que ha[i]”;

    do resto nada digo, além de agradecer sinceramente os teus contributos (e a oportunidade que nos dão os Argonautas de participar aqui): estou a fazer as malas para uma longa viagem (lusófona…), mas volto aginha…

    um forte abraço,

    Carlos

    1. Carlos Durão e António Gil, as divergências são naturais e tentar resolvê-las discutindo de forma civilizada, é uma norma deste blogue. Somos algumas dezenas e não há dois que pensem da mesma maneira. O tema Galiza como podereis compreender, sendo muito importante, não constitui a nossa preocupação central – é uma das nossas causas, a par com a independência da Catalunha e do País Basco, com a restituição de Olivença… Porém, na primeira linha das nossas preocupações estão os atentados do actual governo português contra o nosso povo, a brutal ofensiva fiscal, o desemprego, a degradação dos sistemas de Ensino e de Saúde… O AO não reúne consenso, havendo entre nós quem o aprove, quem o rejeite e quem lhe seja indiferente. É um tópico que discutimos intensamente sem chegar a um acordo sobre o Acordo.
      O reino bourbónico, António Gil, considero-o uma aberração, um ridículo anacronismo e Juan Carlos alguém que devia ter sido julgado por cumplicidade com o fascismo; um homem sem dignidade que traiu o pai e se aliou a Franco, sendo um títere do velho bandido. Relativamente a Espanha, só tenho admiração pela sua cultura, particularmente pela grande literatura que em castelhano se tem escrito. O estado espanhol considero-o uma abominável reminiscência do passado.
      Os topónimos, peço desculpa, mas escrevi-os como me ocorreram. O livro de Villares, tenho-o na edição castelhana. Meus amigos, perder tempo com minudências destas, parece-me um disparate. Uma perda de tempo – que tal, dizerdes que soluções tendes para unir os galegos e para congregar a solidariedade internacional em torno da causa da vossa independência? Culpar os portugueses não faz sentido – a independência não nos saiu na lotaria – foi mantida à custa de guerras e de sacrifícios e hoje, economicamente, estamos como estamos – pior do que o estado espanhol.
      O nosso blogue está ao vosso dispor. Textos e comentários são livres, mas têm de respeitar a liberdade de quem pensa de modo diferente e inclusive de quem, do nosso ponto de vista, comete erros e diz disparates. As ideias dos outros podem não nos merecer respeito; mas as pessoas que defendem essas ideias com que não concordamos têm de ser respeitadas – é a única regra que existe e não deve ser ultrapassada.

  8. Breve: justamente a Galiza (a histórica, hoje renomeada “Galicia” no castelhano triunfante!) foi a pedra de toque entre os dous reinos peninsulares mais fortes até à modernidade (1800): o reino de Portugal não logrou reconquistá-la, enquanto o reino de Castela não só a conquistou, mas nela, na Galiza, procurou – e conseguiu – abafar o inimigo, o reino português. É a minha percepção do que se passou ao longo dos longos séculos medievais e modernos… até (quase) hoje mesmo.

    Quanto à questão oliventina… haveria para comentar bastante.

    Deveras: hoje todas as camadas populares (incluídas as denominadas classes médias) estamos invadidas pelos poderes financeiros mundiais, globais. Também por este lado só a solidariedade fará com que nos libertemos dos “novos” escravizadores.

    1. Caro António Gil, os confrontos militares entre portugueses e castelhanos na Idade Média foram quase todos defensivos (por parte de Portugal). Durante os primeiros três séculos, Castela tentou recuperar Portugal. Só em 1385, com a vitória em Aljubarrota, a independência ficou garantida. As pretensões castelhanas basearam-se por vezes em direito de sucessão ao trono português. Com a derrota na batalha de Toro, as pretensões do nosso Afonso V, que casara com a Beltraneja (aqui chamada a «excelente senhora»), esfumou-se a hipótese de uma hegemonia portuguesa sobre a Península. E não me ocorre mais nenhuma iniciativa militar portuguesa – todos os confrontos foram defensivos. A ocupação de Madrid pelos portugueses em Junho de 1706, no quadro da Guerra da Sucessão, foi feita em defesa de Carlos III e não como desígnio nacional. O nosso João II tentou também hegemonizar a Península, mas sem ser pela via militar – casou seu filho com a filha dos Reis Católicos…Sabe-se o que aconteceu. O Príncipe Perfeito investiu todos os meios na Expansão por via dos Descobrimentos. E todos os confrontos se deram por iniciativa castelhana, nomeadamente após o desastre de Alcácer Quibir. A longa guerra da Independência (1640-1668), a Guerra das Laranjas… Indo ao ponto nuclear desta conversa, diria que a Galiza não teve papel relevante nesses confrontos e que nunca terá constituído um alvo preferencial dos portugueses.
      Podemos falar sobre Olivença , mas o mais importante é a frase com que terminas «Também por este lado só a solidariedade fará com que nos libertemos dos “novos” escravizadores». E não será tentando provar que uns são melhores do que outros que chegamos a alguma conclusão – Quando dizemos «galegos», estamos a falar de Franco, Camilo José Cela, Rosalía de castro ou de Rajoy? E quando dizemos «portugueses» , referimo-nos a Fernando Pessoa, a Salazar, a José Saramago ou a Paulo Portas?

  9. Sou do Brasil.
    Descobri há um ano que também sou da Galiza.
    Desde então, passei a senti-la como meu berço natal.
    E, lendo o que vocês escrevem,
    vem-ne uma sensação de pertencimento.
    Obrigada!
    Abraços a todos!

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