por Rui Oliveira
É escassa a agenda desta Quarta-feira 6 de Março que conta apenas com dois ou três eventos dignos de menção.
Um deles é um Concerto Antena 2 a ter lugar no Museu Nacional de Arte Antiga, às 19h, de entrada livre, onde os jovens irmãos de Vila Nova de Gaia Fernando Costa violoncelo e Luís Costa piano irão tocar um programa que compreende de :
Robert Schumann Cenas Infantis, op. 15
Joly Braga Santos Ária I e II
Gabriel Fauré Sicilienne e Élegie
Franz Liszt Sonetos de Petrarca 104 e 123
Robert Schumann Peças de Fantasia, op. 73
Não há ainda registos formais destes jovens músicos; apenas encontrámos este vídeo amador sobre uma actuação do violoncelista Fernando Costa em duo com a pianista Joana Moreira em 2010 :
Na altura (Junho de 2011) dizia-se ser «… um projecto de teatro para a infância que fala do que está dentro dela, do que se esconde na cabeça de ser criança. O aqui. A dificuldade de conceber o ali para além do aqui, a construção e a alegria disso tudo. Um espectáculo que talvez seja um manifesto, talvez seja um conjunto de perguntas,… que pretende ser mais sobre aquilo que as crianças nos dizem e menos sobre o que nós lhes dizemos a elas».
“Paredes de Vidro” apresenta o outro lado, pois parte do universo dos pais. A realidade é a mesma, mas como que vista noutra perspectiva, através de uma parede de vidro, a tal de que falávamos no texto final do Tropeçar: «Às vezes entre mim e eles havia uma parede de vidro.» Paredes de Vidro aborda, pois, o ponto de vista dos pais, para que não se achem esquecidos ou marginalizados em todo este processo, para que sintam que também têm uma voz.
Para além de conferências sobre diversas temáticas relacionadas com os festivais de música (e.g. turismo, ecologia, novas tecnologias) que se vão realizar durante o dia no ISEG-UTL, a segunda edição do Talkfest’13 traz três noites de concertos à “mítica” Aula Magna com a presença de algumas das melhores bandas portuguesas da actualidade, como Paus, Os Pontos Negros, Capitão Fausto, Salto, doismileoito, Cavaliers of Fun e Ciclo Preparatório.
O pormenor da programação integral pode ser consultado no site em : https://www.facebook.com/notes/talkfest/programa%C3%A7%C3%A3o-talkfest13-6-a-8-de-mar%C3%A7o/388784914523705
O Talkfest’13 junta-se, também, ao Programa UL – Consciência Social. Desta forma, os bilhetes adquiridos de modo individual, ou através de apoio/parceria organizacional, contribuem para esta iniciativa da Universidade de Lisboa. Sob o lema “que nenhum aluno abandone o seu curso devido a dificuldades financeiras”, o Programa UL – Consciência Social visa apoiar os estudantes mais carenciados, disponibilizando-lhes várias medidas que os ajudem a suportar os seus custos de vida e de educação muito afectados pela crise em curso e a dificuldade governamental em lidar com ela.
Na noite de Quarta-feira, das 22h à 01h da manhã, actuarão no palco da Aula Magna os grupos Capitão Fausto (foto) e Salto.
Reproduzimos o vídeo (recomendado como sugestão no site) do tema Teresa do álbum “Gazeta” do grupo Capitão Fausto :
Por último, novo alerta sobre três exposições que encerram no próximo Sábado 9 de Março e cuja visita aconselharíamos. Hoje referir-nos-emos a uma delas.
O título explicou-o o artista como “uma forma simples de dizer basta”, associada à difícil situação do país – porque, como disse numa entrevista (ao JN), “tenho olhos e ouvidos abertos”. “É uma reação intuitiva à crise, uma rejeição da fatalidade”, acrescentou Pomar.
A albarda do título também se liga directamente à presença do burro em vários destes quadros, com a entrada de mais um animal no bestiário do pintor, que surgiu muito cedo na sua obra e em que se contaram antes os macacos, tigres, corvos e porcos, entre outros “animais de estimação” que podem ser também referências literárias e mitológicas.
O reencontro com momentos fortes da carreira do pintor acontece com a novidade das invenções sempre inesperadas, com a ironia de quem revê e renova um itinerário de muitas décadas, ao mesmo tempo que um longo trabalho da pintura, feito de sobreposições e rasuras, acasos, ocultações e aparições, em cada quadro saído do atelier, aparece sempre com a frescura e a espontaneidade de um trabalho “in progress” ou subitamente suspenso.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )


