Como se sabe, foi Sá de Miranda quem introduziu o soneto em Portugal, forma poética prestigiosa e daí a sua grande proliferação nos sécs. XVI e XVII. Filho do 1º. Conde de Vimioso, também poeta, Manuel de Portugal produziu uma obra quase exclusivamente religiosa e escrita em castelhano, o que contrasta com a sua fidelidade a António Prior do Crato, o candidato antifilipino. O seu exercício poético, sem ser original, contém certa frescura e autenticidade, não obstante o jogo de antíteses e paradoxos, tão comuns na poesia maneirista.