Parece que o episódio mais recente dos meninos a brincar com o fogo, desculpem lá, dos grandes técnicos que nos querem convencer que andam a endireitar o mundo, enquanto dão cabo das nossas vidas, deu numa zanga entre a Comissão Europeia e o FMI. A primeira não gostou que técnicos do segundo tivessem feito uma avaliação negativa sobre o tratamento dado à dívida grega, e vai daí o Comissário Oli Rehn, que também tem sido visto no nosso país, acusa o FMI de “lavar as mãos e deitar a água suja para os europeus”. Vem no Diário de Notícias, em http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3262101
Isto seria apenas ridículo se não fosse tão trágico. Ainda por cima temos os governantes portugueses, com um ar muito compungido, a queixarem-se de que ainda não receberam o prémio do aluno bem comportado, pois fizeram tudo o que foi mandado, ficou tudo pior, é verdade, mas eles querem a recompensa. Qual será? Dinheiro? Mais tempos para pagar as dívidas? Lugares na Comissão Europeia? Já agora convinha concretizarem.
O que se passa é que perderam completamente o norte. O caminho é óbvio, aliás, cada um vai procurar o seu. O país mais forte, a Alemanha, vai continuar como sempre a tratar de si, deixando para trás os outros. Quanto à França, que ainda não há muito tempo era tida como um país quase ao nível da Alemanha, em termos de desenvolvimento da economia e de estabilidade financeira, basta ver o desnorte em que está François Hollande, que, no Japão, confundiu o povo japonês com o povo chinês, para perceber que aquilo por lá está a correr muito mal. Vejam:
Nas suas declarações, já acima referida, Oli Rehn também lamentou o facto de a França e a Alemanha quererem, na zona euro, aumentar o papel dos governos nacionais. Bruxelas (i.e. os burocratas da União Europeia) está preocupada. Com o futuro da Europa ou com o seu próprio futuro? Então não se vê?


