Eugénio de Andrade por Jorge Ulisses (1980)
Qualquer dia é bom para se comungar da obra de um poeta, sendo que as efemérides (do nascimento ou da morte) se apresentam sempre como excelentes pretextos para o efeito. Assinalando-se hoje oito anos exactos sobre a data em que a “senhora da gadanha” ceifou a vida ao autor de “As Mãos e os Frutos”, o blogue “A Nossa Rádio” recomenda vivamente a audição da edição do programa “A Força das Coisas“, que Luís Caetano muito oportunamente realizou em celebração do grande poeta por ocasião do 90.º aniversário do nascimento, a 19 de Janeiro de 2013. Além de dez poemas (abaixo referenciados) e do texto “Poética” lidos pelo autor, o programa contém excertos de entrevistas/depoimentos em que Eugénio de Andrade fala si mesmo, que nos ajudam a conhecer melhor o homem e em que medida as afeições e os interesses que teve – mormente pela música – marcaram a sua obra. E a música, como não podia deixar de ser, tem presença relevante no programa, numa selecção primorosa de Luís Caetano: Bach, Debussy, Puccini, Jan Kaczmarek, Rachmaninov, Chopin, Haendel, Wallace Willis (espiritual negro “Swing Low, Sweet Chariot”), Pergolesi, Bach, Chopin e Elgar.
Para ouvir basta aceder a:
http://www.rtp.pt/play/p321/e105600/a-forca-das-coisas
– Green God (in “As Mãos e os Frutos”, 1948)
– As Palavras (in “Coração do Dia”, 1958)
– O Silêncio (in “Obscuro Domínio”, 1971)
– Os Amantes sem Dinheiro (in “Os Amantes sem Dinheiro”, 1950)
– Poema à Mãe (in “Os Amantes sem Dinheiro”, 1950)
– É Assim, a Música (in “Os Lugares do Lume”, 1998)
– Coral (in “Os Lugares do Lume”, 1998)
– O Lugar da Casa (in “O Sal da Língua”, 1995)
– Poética (in “Rosto Precário”, 1979)
– Crianças de São Victor (in “Escrita da Terra”, 1974)
– Adeus (in “Os Amantes sem Dinheiro”, 1950)
Nota: Quem desejar receber a circular com os textos, especialmente preparada para os Amigos do LUGAR AO SUL, basta que a solicite escrevendo para: ajferreira74@gmail.com
Capa da primeira edição de “As Mãos e os Frutos” (Portugália Editora, 1948)
Desenho de Manuel Ribeiro de Pavia
Publicada por Álvaro José Ferreira à(s) 17:00
