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GERDA & ROBERT – uma trágica história de sucesso

Gerda Taro foi o nome adoptado pela judia alemã, de origem polaca, Gerta Pohorylle. A sua ligação, profissional e sentimental com o húngaro Endre Ernő Friedmann, que entrou na História com o nome de Robert Capa, deu lugar a fotografias que são hoje indissociáveis da pungente memória da Guerra Civil de Espanha. È aquilo a que podemos chamar uma história de sucesso que acabou mal para os protagonistas. Faz hoje 76 anos que Gerda Taro morreu, em plena batalha de Brunete, acidentalmente atropelada por um tanque. Tinha 27 anos. Vamos, diariamente, neste horário das nove da manhã, publicar uma série de fotografias sobre a Guerra Civil – trabalhos de Gerda, de Robert e também do fotógrafo valenciano Agustí Centelles. Começamos amanhã.

GERDA & ROBERT – uma trágica história de sucesso

Passam hoje 76 anos sobre a morte de Gerda Taro. Gerda Taro foi o nome adoptado pela judia alemã, de origem polaca, Gerta Pohorylle. A sua ligação, profissional e sentimental com o húngaro Robert Capa, deu lugar a fotografias que são hoje indissociáveis da pungente memória da Guerra Civil de Espanha. Gerda Taro nasceu na Alemanha em 1 de Agosto de 1910 numa família de ricos judeus polacos. Quando os nazis atingiram o poder em 1933, fugiu com uma amiga para Paris. Aí conheceu, em 1934,  o fotógrafo húngaro, também de origem judaica,  Endre Ernő Friedmann (Budapeste, 22 de Outubro de 1913) que adoptaria o nome del Robert Capa, pela ressonância americana, embora o apelido tivesse origem na alcunha de Endre Friedmann do tempo da escola na Hungria, Capa, que significa Tubarão.

Em 1936, Robert Capa e   Gerda Taro foram para Espanha onde lavrava a Guerra Civil. Nunca saindo da zona   republicana, conviveram com anarquistas e comunistas, sempre nas frentes de   batalha, fizeram reportagens que rapidamente eram publicadas em revistas como   a “Regards” e “Vu“. Os dois jovens foram   assimilando as ideologias mais impressivas – Capa tornando-se e Gerda   assumindo-se como anarquista.

A mais importante reportagem de   Gerda foi a primeira fase da Batalha de Brunete, fase em que os republicanos   levaram a melhor. As fotos foram publicadas na revista “Regards”   em 22 de Julho de 1937 valendo grande prestígio a Gerda. Poucos dias depois   as tropas nacionalistas desencadearam um violento contra-ataque. Gerda voltou   à frente e cobriu fotograficamente os terríveis bombardeamentos da aviação fascista,   fez numerosas fotografias, arriscando frequentemente a vida. Nesta segunda   fase os republicanos foram derrotados, sofrendo milhares de mortos. Gerda   Taro  saltou para o estribo do carro do   General Walter, das Brigadas Internacionais, aviões inimigos passavam em voo   rasante, lançando bombas e disparando atirando as metralhadoras a baixa   altitude, desorganizando a coluna republicana, obrigando-a a manobras   descoordenadas.. Acidentalmente um tanque republicano acabou por derrubar   Gerda do carro, atropelando-a depois. Já moribunda foi levada para um hospital,   morrendo após poucas horas. Os seus restos mortais foram levados para Paris   onde recebeu honras militares como uma heroína republicana. Capa continuou a   fazer a cobertura da Guerra até ao fim. Esteve depois em diversos conflitos armados   e viria a morrer em 1954 na Indochina. Pisou uma mina. O seu corpo foi encontrado   sem vida,  com as pernas esfaceladas.   Com os braços, apertava a câmara contra o peito.

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