“Onde ficava o muro?
– Bem aqui.
– Mas não há nada!”
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e o ar do nada
que sangrava
chora em mim
(junto a outro muro
um poeta é assassinado…)
já não há sol,
só a negra noite
onde a memória
cega,
se escondeu.
um muro
além do qual se abria o gás
cresceu e escureceu
o dia antes azul.

