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CRESCIMENTO ECONÓMICO, CRESCIMENTO DA DÍVIDA NO G7. UMA MONTAGEM DE JÚLIO MARQUES MOTA A PARTIR DE ZERO HEDGE E DE ANTÓNIO CERVEIRA PINTO

Mesmo com  a imprensa popular concentrada sobre a queda do  Lehman Brothers no dia em que se relembravam os 5 anos passados, decidimos relembrar os últimos dez anos e dar uma olhada o que aconteceu com a economia de mundo desenvolvido na última década, começando em 2003. O que encontramos foi interessante.

Em resumo: os economistas podem debater se Reinhart e Rogoff estavam  ou não errados sobre o valor limite dos  90% dívida pública /PIB que representa um limite de corte para que haja  crescimento do país. O que, no entanto, é claro, é que quando  a dívida/PIB consolidada é  cinco vezes esse valor limite, o crescimento, bem, este é então uma agradável ficção.

Face a estes dados julgamos muito oportuno reproduzir aqui os comentários de António Cerveira Pinto  no seu blog e a quem pedimos desculpa pela liberdade tomada.

Diz-nos António Cerveira Pinto :

THE BIG PICTURE: a dívida consolidada dos países do G7 entre 2003 e 2012 aumentou 80%, sendo hoje necessários 18 USD para produzir um único novo dólar de PIB.

Se aplicarmos estes números a Portugal, que não faz parte do G7 (E.U.A., U.K., França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão), e portanto o desvio para a desgraça será ainda maior, o resultado seria este:

— para aumentar apenas em 1% o PIB português de 2012 seria preciso um acréscimo do investimento (i.e. de nova dívida) na ordem dos 29.773.656.000 euros;

— para aumentar em 2% o PIB seria necessário o dobro, i.e. mais do que o empréstimo da Troika acordado no primeiro resgate do país, por cada ano do famoso crescimento apregoado pela ‘esquerda’ fandanga e pelo senhor Seguro.

Portugal — PIB 2012: 165.409.200.000 eur

Crescimento de 1%: 1.654.092.000 eur

Investimento necessário para subir 1% no PIB: 29.773.656.000 eur

Ou seja, é fácil perceber que Portugal já se encontra em plena situação de insolvência e a bancarrota só depende agora dos credores :

Mais do que atirar pedras aos culpados, é preciso removê-los quanto antes dos lugares que continuam a ocupar. Como, perguntar-se-à? Pois só há uma maneira: levando a cabo uma revolução democrática!

ACP

Depois de ler estes comentários de ACP  percebemos que há apenas uma saída, votar, votar, mas apenas naqueles que frontalmente e sem nenhuma ambiguidade querem outra Europa, não esta, nem o fim que esta  nos destina.

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