Nele se confirma que a África sub-saariana é a mais problemática. É na Nigéria que maior número de crianças não chegam à escola, sobressaindo os problemas que têm a ver com a violência e conflitos regionais.
Nos países com mais dificuldades, a UNESCO calcula que uma em cada quatro crianças não consegue ler uma única frase.
Partindo de dados que vêm desde o ano 2000, até se consegue ver que se fizeram progressos. No entanto, essa evolução parou em 2008, com a crise, ficando a educação em segundo plano, diminuindo os apoios, e os que existem não são canalizados para estes países que mais necessitam. Fazendo um cálculo, cerca de 57 milhões de crianças em todo o mundo continuam sem ir à escola. Vendo bem as UNESCO, calcula-se que só , daqui a 70 anos poderá ser garantido o acesso ao ensino básico. Para além deste dado, volta a confirmar-se que são as meninas quem tem menos probabilidades de poderem frequentar a escola.
A crise mundial da aprendizagem custa 129 bilhões de dólares por ano aos poderes públicos. Dez por cento das despesas mundiais destinadas ao ensino básico, perdem-se numa educação de má qualidade que não permite às crianças aprender. Concluem que professores competentes são a chave para melhor qualidade e faz um apelo para que os governos coloquem os seus melhores quadros à disposição dos que mais precisam.
Num terço dos países analisados pelo Relatório, menos de três quartos dos professores do ensino primário são formados de acordo com as normas desses países.
Muitos deles ganham salários miseráveis.
A Directora-Geral da UNESCO, Irina Bokova afirmou que “os professores têm o futuro da presente geração nas suas mãos […] devemos redobrar esforços para os ajudar a garantir às crianças o direito a uma educação universal, gratuita e de qualidade.
O Relatório recomenda:
1. Os novos objectivos da educação pós 2015 devem incluir um empenhamento explicito para que todas as crianças tenham a mesma igualdade de oportunidades de receber uma educação adequada.
2.Os novos objectivos pós 2015 devem conseguir que todas as crianças sejam escolarizadas e tenham bases necessárias.
3. Assegurar que os melhores professores cheguem aos mais necessitados.
E nós por cá? Gostei da frase “os professores têm o futuro da presente geração nas suas mãos”. Com o modo como o país os anda a tratar, não sei com que motivação estarão para cumprirem devidamente esta missão…