DE PEQUENINO SE TORCE O PEPINO – JOGO DA UNESCO SOSBRE “GÉNERO E EDUCAÇÃO” por clara castilho

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A Unesco lançou o jogo online “Género e Educação- Para Quando a Igualdade?”, com o objectivo de dar ferramentas para poder chegar à igualdade de educação do género. A iniciativa pretendia celebrar o Dia Internacional da Mulher.

Pretende-se, digo eu, que os jovens não cheguem à situação deste cartoom.

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Este jogo permite aos utilizadores tomarem conhecimento da educação feminina no mundo. A taxa de alfabetismo, que mundialmente afecta mais as mulheres (64%) do que os homens (36%,) é um dos temas para os quais a Unesco quer sensibilizar.

Os utilizadores vão poder consultar dados sobre a educação em 200 países e tomar consciência da situação educacional no mundo, em que 70,6 milhões de jovens não frequentam a escola.

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Não esqueçamos que nas regiões em desenvolvimento, havia 96 raparigas matriculadas no ensino primário por cada 100 rapazes e 95 raparigas no ensino secundário, por cada 100 rapazes. E nos países com mais dificuldades?

Não esqueçamos que a proporção de mulheres com um emprego fora do sector agrícola é baixa, situando-se em 20% no Sul da Ásia, na Ásia Ocidental e no Norte de África.

Não esqueçamos que a proporção mundial de mulheres no parlamento continua a aumentar lentamente e atingir os 18%, o que significa que se está muito aquém da paridade de género.

Não esqueçamos que, apesar dos progressos alcançados, o número de homens com um emprego remunerado continua a ser mais elevado do que o das mulheres na mesma situação e as mulheres são, com frequência relegadas para formas mais vulneráveis de emprego.

 Não esqueçamos que, a nível mundial, apenas um em quatro quadros superiores ou gestores é uma mulher. Na Ásia Ocidental, no Sul da Ásia e no Norte de África, as mulheres detêm apenas menos de 10% dos cargos de nível elevado.

Não esqueçamos que as mulheres estão lentamente a aceder ao poder político, sobretudo graças a quotas e a outras medidas especiais.  Entre 1995 e 2010, a proporção de mulheres no parlamento, a nível mundial, passou de 11% para 19%, o que representou um aumento de 73%. No entanto, a percentagem continua a ficar muito aquém da paridade de género. As eleições legislativas, em 2009, contribuíram +ara aumentar os avanços das mulheres na África Subsariana e na América Latina e Caraíbas, onde, respectivamente, 29% e 25% dos lugares renovados passaram a ser ocupados por mulheres.  Contudo, 58 países continuam a ter 10% de mulheres com lugares no parlamento ou mesmo menos.

 O jogo existe em francês, inglês e espanhol e pode ser acedido em (www.uis.unesco.org/mind-the-gap).

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