Debaixo de um vídeo que publicou no Vimeo, Paulo Galindro escreveu:
“Se uma imagem vale por mil palavras, as 1893 imagens que aqui mostrarei valem por 1.893.000 palavras. Seria de facto um pouco chato se eu empreendesse uma tal tarefa de proporções bíblicas, pelo que decidi realizar um filme em Stop – Motion com o objectivo de mostrar o meu dia-a-dia no projecto de concepção e realização da Sala do Conto da Biblioteca Municipal de Carnaxide, desde os primeiros esboços até aos passos finais. Espero que gostem tanto de o ver como eu de o produzir. Foi um prazer absolutamente indizível!”
Pesquisando o que se passa nessa Biblioteca, encontrei mais informação do autor, assinados pelo próprio:
“Tal como prometido, é com um imenso prazer que apresento aqui o filme que realizei no âmbito da intervenção na Sala do Conto da Biblioteca Municipal de Carnaxide. Trata-se de uma animação que envolve um conjunto de 1893 imagens que foram sendo tiradas ao longo deste projecto, e que utiliza a técnica denominada stop-motion para mostrar de uma forma dinâmica e divertida todo o meu processo de trabalho, desde os primeiros esboços até aos momentos finais. Confesso que simplesmente amei fazer este filme, até porque tenho uma série de ideias que envolvem o universo da animação, e que gostaria muito de um dia pôr em prática.
Muitas foram as sugestões de nomes para a fada que me chegaram em resposta ao desafio que lancei neste blogue. Não obstante muitos deles serem bastante imaginativos (agradeço desde já a todos os que participaram), acabei por optar por uma singela homenagem a alguém muito importante na minha vida, e cujo apoio foi absolutamente fulcral para o sucesso deste e de outros projectos. Falo da minha companheira Natalina, cujo trabalho de bastidores não é visível, mas que é indiscutivelmente muito mais importante do que aquele que eu realizei. Foi ela a timoneira do nosso barco-família durante as minhas ausências, e estas foram muitas. Uma tarefa nada fácil, com duas crianças a baloiçarem perigosamente a embarcação ao ponto de por vezes ele parecer que vai virar. Esse é o lado menos belos de tudo isto, que espero rapidamente colmatar quando me dedicar de corpo e alma apenas à ilustração. Esta homenagem estende-se obviamente aos meus filhotes, que se viram privados do pai durante muitas noites, e isso é algo de que não me orgulho absolutamente nada. E onde é que entra aqui o nome Plim? Muito simples… este é o nome que foi dado pela Matilde – filha da Mafalda Milhões da Editora Bichinho de Conto – à Natalina, quando ainda mal sabia falar.
Plim! Delicioso, não é?”
Em aleriaportuguesa.blogspot.com podemos encontrar estas informações:
“O Paulo é licenciado em arquitetura e pai de dois filhos. Sonhava ser astronauta mas acabou por fazer voar as crianças com as suas ilustrações.
Ama os livros, a música, café, chá e dióspiros com canela. É também apaixonado pelo surf. Criou, com a sua mulher, Natalina Cóias, a marca pintarriscos® – orientada para pessoas que dão valor à criatividade, originalidade e exclusividade.
O pintarriscos voa por mundos tão diversos como a cenografia teatral, a ilusão do Barroco e a ilustração infantil, através da reinterpretação de espaços, objetos e conceitos em que o objetivo é, acima de tudo, a criação de ambientes únicos.”
Iremos, mais tarde meter o nariz nestas obras…
Uma fada chamada Plim em 1893 momentos from Paulo Galindro on Vimeo.

