TAFTA é a sigla para Trans-Atlantic Free Trade Agreement. O equivalente português será qualquer coisa parecida com Acordo Transatlântico para o Comércio Livre. Desde a década de 1990 que decorrem negociações entre o governo norte-americano e a União Europeia, esta representada pela Comissão Europeia. Essas negociações têm decorrido dentro de um grande secretismo, cada uma das partes invocando a necessidade de não poder “mostrar o seu jogo” para não ficar em posição de fraqueza perante a outra. As denúncias da situação vão-se sucedendo, mas nem por isso se vai sabendo mais. Clicando no primeiro link consegue-se obter um historial breve do que tem sido feito. Breve e claro que muito insuficiente. Usando o segundo link consegue-se ter uma ideia um pouco mais concreta dos objectivos que se procuram atingir. A desregulamentação nos campos da saúde, ambiente e financeiro poderá ter repercussões desfavoráveis, sendo duvidoso que os países afectados se tornem mais “competitivos”, para usar o termo muito em voga entre os neoliberais.
Também será interessante clicar no link abaixo, para conhecer as objecções que a ATTAC –França levanta aos argumentos apresentados a favor da celebração do TAFTA. É fundamental perceber quais são os interesses envolvidos, com destaque para o sistema financeiro e os grandes negócios.
A Comissão Europeia, onde ainda pontifica Durão Barroso, tem procurado dar uma imagem diferente dos objectivos que se pretendem para o TAFTA. Os antecedentes não são de molde a inspirar confiança. Veja-se o que se passou com os tratados europeus, ou com o tratado de comércio livre entre a União Europeia e o Canadá, assinado em Outubro de 2013, e que ainda aguarda ser dado a conhecer ao público.