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A UNIÃO EUROPEIA E O FIM DO MERCOSUL, por SAMUEL PINHEIRO GUIMARÃES

Temaseconomia1

 

A União Europeia e o fim do MERCOSUL

Autor: Samuel Pinheiro Guimarães

24 de abril de 2014

Obrigado ao autor, Professor Samuel Pinheiro Guimarães, e também ao Professor Camilo Joseph. 

Parte I

Países membros do MERCOSUL

 

Integração regional e acordos de livre comércio

  1. A conveniência da participação do Brasil em esquemas de integração regional e da negociação de acordos de “livre comércio” com países altamente desenvolvidos, e altamente competitivos na área industrial, somente pode ser avaliada a partir da situação real da economia mundial e da economia brasileira que se caracteriza hoje por quatro fatos principais:

  1. A alternativa estratégica, para os países subdesenvolvidos como o Brasil, a uma política de inserção plena e irrestrita na economia mundial é a participação em esquemas de integração.

  1. Esta participação pode ocorrer:

 

  1. No primeiro caso, a economia dos países subdesenvolvidos (e sua política econômica interna e sua política externa) se torna altamente dependente da economia e das políticas praticadas pelo sócio desenvolvido e sobre as quais não tem influência maior por não participar de seu sistema político/administrativo e, portanto, das decisões de política econômica que são adotadas pelo Governo do país desenvolvido.

  1. No segundo caso, os países subdesenvolvidos podem formar:

 

O MERCOSUL

  1. O Mercosul é uma união aduaneira, denominada de imperfeita, devido à dupla cobrança de impostos de importação, à exclusão de setores, a extensas listas de exceções etc..

  1. Desde que o Mercosul foi criado, em 1991, foram os seguintes os seus principais resultados:

 

  1. Para o Brasil, foram os seguintes os principais resultados da sua participação no Mercosul:

 

  1. Apesar de todos os seus êxitos, o Mercosul é criticado diariamente pela mídia que logrou construir, em amplos setores da opinião pública, uma imagem negativa do Mercosul como sendo um acordo e uma organização fracassados,que prejudicam os interesses brasileiros, e de uma associação“inconveniente” para o Brasil com países como a Argentina e a Venezuela.

10. Este antagonismo das grandes redes de televisão, dos jornais e das revistas de grande circulação decorre não de um exame dos fatos concretos, mas sim de uma posição ideológica que tem os seguintes fundamentos:

 

(continua)
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