
As vidas humanas, mais do que tudo, são um caminhar nas veredas do vulgar, entre obstáculos materiais, tristezas sentimentais e pequenas satisfações muito rápidas, e não um cavalgar épico a caminho do sucesso material e espiritual. Creio de devem ser quase ignoradas as vidas supostamente felizes e serenas, tal e qual são repetitivas as numerosas vidas dos pobres, sempre amargas e angustiosas e, portanto, sem interesse algum para os “caçadores” de inédito, de fenómenos incríveis.
Na verdade somos impelidos a percorrer sulcos forçados, gementes, aparentemente mecânicos, na vida fastidiosa de cada dia. E cada um de nós esforça-se por esquecer o mais rápido possível os dissabores, ou tapá-los com o que a sorte nos coloca à mão de semear.
Quando tudo corre mal, os dias estão repletos de pequenas, mas aborrecidas, infelicidades e problemas sem solução à vista, a que se junta na maioria dos casos a escassez de dinheiro para sobreviver com o mínimo de dignidade, um dos mais badalados expedientes palavrosos usados pelo vulgo é dizer a si mesmo e ao vizinho do lado que, para se não enlouquecer nem desesperar de todo, é preciso saber «Viver um dia de cada vez!». Efectivamente, esta expressão não passa de “certificado” involuntário de “vistas curtas” da pobre gente que quer encontrar, num só dia, aquilo que um só dia nunca poderá dar.
Oprimido pelos aborrecimentos e amarguras do quotidiano, o mesquinho etnocentrismo do temeroso vulgar declara logo que renuncia ao sonho, ao ideal, afastando de si a utopia como se fosse lepra, ao mesmo tempo que empurra para longe da sua pessoa os objectivos que, a longo prazo, a vida lhe possa apresentar, recusando todo o compromisso com os prodígios que, segundo uns Deus ou segundo outros a Natureza, lhe possa vir a facultar, em troca do suposto refúgio comodista num estreito pedaço de tempo: – «Viver um dia de cada vez»!
«Viver um dia de cada vez», é expressão que condensa em si a definição de sentimento egoísta, por sua natureza estreito de vista e, por conseguinte, limitativo da humanidade que existe em cada ser.
A infindável multidão de apáticos que existe na sociedade a pretender «Viver um dia de cada vez», nunca poderá compreender, nunca poderá ser igual aos que sonham e trabalham para a realização material do sonho, coisa que só se alcança ultrapassando a limitada noção do «dia de cada vez», de forma a ver mais longe, no tempo e no espaço!
Mesmo que muitos dos “lunáticos” do ideal sejam infelizmente atropelados pelos caminhos da vida, no seio do actual horror materialista, são estes “românticos” que, sacrificando o seu «dia-a-dia», contribuem para que haja um futuro com melhores condições de existência para todos, incluindo para os que não querem saber disso, entretidos a «Viver um dia de cada vez»!
Enfim, a imensa turba dos apáticos, que falha por ignorância e egoísmo o seu “destino” humano e, sem Fé nem Esperança, traça para si mesma a tortura de «Viver um dia de cada vez», evitando assim de pensar no futuro, ao cabo e ao fim produz todos os dias “toneladas” de descrença com a sua atitude, poluindo, talvez sem consciência, o caminho em direcção a uma sociedade mais justa e, por este gesto, tornando-se aliada apetecida dos poderosos, dos déspotas, dos exploradores do Povo!
A Humanidade e a sua milenária sabedoria, não é uma curiosidade de enciclopédia, mas alimento necessário e quotidiano para quem vive e caminha para lá do «dia-a-dia», mesmo que tropeçando aqui e ali, indagando qual deve ser o percurso justo e razoável, humano e útil ao próximo, a encetar na vida que lhe calhou habitar!
Se a Humanidade se preocupasse apenas a «Viver um dia de cada vez», o Homem ainda estaria, provavelmente, muito próximo das cavernas do troglodita!
Ter um sonho, pensar no futuro para lá do dia que passa, é possuir uma segunda vida, é viver no território do possível, é agir e viver de acordo com o que há-de vir, com a Utopia: – É começar a viver de acordo com a vida mais iluminada que um dia amanhecerá, no tempo dos nossos filhos. – Para todos!
Não se amansa o perigo e a infelicidade a «Viver um dia de cada vez», com medo do futuro!
Porém, com um pouco de amorosa intuição e generosidade de coração, se se tiver como guia a Fé no amanhã, veremos que coisa admirável é a inteligência ao serviço do Bem e da Justiça, porque sabe ver para lá do dia que passa! – E os que vão morrer em breve, com data aprazada, se acreditam no futuro, hão-de sorrir desdenhosos para a morte, pois sabem que com a sua contribuição vão viver mais do que um dia!
As vidas humanas, mais do que tudo, são um caminhar nas veredas do vulgar, entre obstáculos materiais, tristezas sentimentais e pequenas satisfações muito rápidas, e não um cavalgar épico a caminho do sucesso material e espiritual. Creio de devem ser quase ignoradas as vidas supostamente felizes e serenas, tal e qual são repetitivas as numerosas vidas dos pobres, sempre amargas e angustiosas e, portanto, sem interesse algum para os “caçadores” de inédito, de fenómenos incríveis.
Na verdade somos impelidos a percorrer sulcos forçados, gementes, aparentemente mecânicos, na vida fastidiosa de cada dia. E cada um de nós esforça-se por esquecer o mais rápido possível os dissabores, ou tapá-los com o que a sorte nos coloca à mão de semear.
Quando tudo corre mal, os dias estão repletos de pequenas, mas aborrecidas, infelicidades e problemas sem solução à vista, a que se junta na maioria dos casos a escassez de dinheiro para sobreviver com o mínimo de dignidade, um dos mais badalados expedientes palavrosos usados pelo vulgo é dizer a si mesmo e ao vizinho do lado que, para se não enlouquecer nem desesperar de todo, é preciso saber «Viver um dia de cada vez!». Efectivamente, esta expressão não passa de “certificado” involuntário de “vistas curtas” da pobre gente que quer encontrar, num só dia, aquilo que um só dia nunca poderá dar.
Oprimido pelos aborrecimentos e amarguras do quotidiano, o mesquinho etnocentrismo do temeroso vulgar declara logo que renuncia ao sonho, ao ideal, afastando de si a utopia como se fosse lepra, ao mesmo tempo que empurra para longe da sua pessoa os objectivos que, a longo prazo, a vida lhe possa apresentar, recusando todo o compromisso com os prodígios que, segundo uns Deus ou segundo outros a Natureza, lhe possa vir a facultar, em troca do suposto refúgio comodista num estreito pedaço de tempo: – «Viver um dia de cada vez»!
«Viver um dia de cada vez», é expressão que condensa em si a definição de sentimento egoísta, por sua natureza estreito de vista e, por conseguinte, limitativo da humanidade que existe em cada ser.
A infindável multidão de apáticos que existe na sociedade a pretender «Viver um dia de cada vez», nunca poderá compreender, nunca poderá ser igual aos que sonham e trabalham para a realização material do sonho, coisa que só se alcança ultrapassando a limitada noção do «dia de cada vez», de forma a ver mais longe, no tempo e no espaço!
Mesmo que muitos dos “lunáticos” do ideal sejam infelizmente atropelados pelos caminhos da vida, no seio do actual horror materialista, são estes “românticos” que, sacrificando o seu «dia-a-dia», contribuem para que haja um futuro com melhores condições de existência para todos, incluindo para os que não querem saber disso, entretidos a «Viver um dia de cada vez»!
Enfim, a imensa turba dos apáticos, que falha por ignorância e egoísmo o seu “destino” humano e, sem Fé nem Esperança, traça para si mesma a tortura de «Viver um dia de cada vez», evitando assim de pensar no futuro, ao cabo e ao fim produz todos os dias “toneladas” de descrença com a sua atitude, poluindo, talvez sem consciência, o caminho em direcção a uma sociedade mais justa e, por este gesto, tornando-se aliada apetecida dos poderosos, dos déspotas, dos exploradores do Povo!
A Humanidade e a sua milenária sabedoria, não é uma curiosidade de enciclopédia, mas alimento necessário e quotidiano para quem vive e caminha para lá do «dia-a-dia», mesmo que tropeçando aqui e ali, indagando qual deve ser o percurso justo e razoável, humano e útil ao próximo, a encetar na vida que lhe calhou habitar!
Se a Humanidade se preocupasse apenas a «Viver um dia de cada vez», o Homem ainda estaria, provavelmente, muito próximo das cavernas do troglodita!
Ter um sonho, pensar no futuro para lá do dia que passa, é possuir uma segunda vida, é viver no território do possível, é agir e viver de acordo com o que há-de vir, com a Utopia: – É começar a viver de acordo com a vida mais iluminada que um dia amanhecerá, no tempo dos nossos filhos. – Para todos!
Não se amansa o perigo e a infelicidade a «Viver um dia de cada vez», com medo do futuro!
Porém, com um pouco de amorosa intuição e generosidade de coração, se se tiver como guia a Fé no amanhã, veremos que coisa admirável é a inteligência ao serviço do Bem e da Justiça, porque sabe ver para lá do dia que passa! – E os que vão morrer em breve, com data aprazada, se acreditam no futuro, hão-de sorrir desdenhosos para a morte, pois sabem que com a sua contribuição vão viver mais do que um dia!

