
O Syrisa pertence ao antigo sistema político grego, populista e pró-europeu. A desilusão no Syriza passa pelos seus quadros, cavalos de troia, ao serviço do sistema económico mundial. A maioria dos ministros do Syriza não fazem nada, a não ser explicar na televisão o que deveriam fazer os ministros franceses ou alemâes.
Em 2012, Tsipras passa por Londres, apesar de criticar Angela Merkel, o seu discurso de esquerda radical e do não pagamento da dívida, passa a ser o da renegociação da dívida. No ano seguinte, em 2013, é convidado pelos membros do Congresso Americano, conclui o seu discurso com a frase: “Espero ter-vos convencido que não sou tão perigoso como alguns pensam”. Em maio deste ano dizia: “Digo-o com toda a força da minha voz, que nosso país está do lado ocidental, com a sua filiação à União Europeia e à NATO, isto não é contestável”.
Apesar do referendo, em que a escolha era a proposta da Troika com “100%” de medidas de autoridade não serem muito diferentes das de Tsipras com “apenas” 95% dessas propostas, o governo grego está agora disposto a aceitar medidas muito mais drásticas.Pálida imagem de um governo heróico que passou a ser um governo subserviente, uma cópia do governo de Papandréu.
Após a “star” Varoufakis, o motar descontraído, que estudou nos Estados Unidos, passou pelo Reino Unido e pela Austrália (onde adquiriu a nacionalidade australiana), que começou com boas intenções e acabou por apoiar o sistema de autoridade da Troika, é a vez de Tsipras aderir aos credores. Durante o seu périplo nos Estados Unidos, Tsipras esteve constantemente a tranquilizar os dirigentes americanos que caso o Syriza vencesse a eleições, podiam contar com ele como pilar da estabilidade do sistema capitalista e limitar os impulsos revolucionários da classe operária.
Seis meses depois da sua eleição, Tsipras entregou a Grécia à Troika.
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