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A dívida portuguesa também é insustentável – por Erico Matias Tavares III

Falareconomia1

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

 (conclusão)

 

Portuguese Population by Age Group (‘000s): 1985 – 2050 (at constant fertility rates)

Source: UN.

 

Então, o que os investidores em obrigações fazem de tudo isto?

Evidentemente que o Banco Central Europeu tem as costas largas, porque as obrigações de dívida pública portuguesa a 10 anos estão a ser negociadas actualmente a apenas 186 pontos base acima dos Bunds alemães, enquanto que os títulos da dívida pública a 10 anos da Grécia estão a ser negociadas a 1043 pontos de base acima e os EUA estão em 155 pontos base acima dos mesmos Bunds (em USD é claro).

Mas devem-se eles preocupar?

Aqui está o que José Sócrates, Primeiro-Ministro Português 2005-2011, tinha a dizer sobre a situação financeira do país, logo a seguir a ter deixado o governo :

“Para países como Portugal e Espanha, a ideia de que agora temos de pagar a dívida é uma ideia infantil. Dívidas soberanas, como nos é ensinada em economia – isso é o que eu tenho estudado desde há algum tempo – são, por definição eternas. As dívidas são para ser geridas, não para serem pagas. É o que estudei. É claro que não devemos deixar crescer muito a dívida , porque isso é um fardo para as despesas (…) “.

Sim, os investidores devem estar preocupados, sem dúvida. E todos nós também.

Erico Matias Tavares, Portugal’s Debts Are (Also) Unsustainable. Texto disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/portugals-debts-also-unsustainable-erico-matias-tavares e também publicado por Zero Hedge.

“For countries like Portugal and Spain, the idea that we now have to pay the debt is a childish idea. Sovereign debts, as it is taught in economics – that’s what I have studied for some time – are by definition eternal. Debts are to be managed.That’s what I studied. Of course we should not let debt grow too much because that’s a burden on expenses (…)”.

Yes. They should be very concerned indeed. And so should the rest of us.

 

A dívida portuguesa também é insustentável – por Erico Matias Tavares II

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