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LANÇAMENTO DO LIVRO “MARIA ARCHER – O LEGADO DE UMA ESCRITORA VIAJANTE”, DIA 28 DE SETEMBRO, 18H30, NA FUNDAÇÃO PROF. FERNANDO PÁDUA, LISBOA

Dia 28 de Setembro, lançamento do livro “Maria Archer – O Legado de uma Escritora Viajante” às 18H30,  na Fundação Professor Fernando de Pádua.

A autora é professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Maria Archer foi tema de seu doutorado. Elisabeth Battista é directora da Faculdade de Educação e Linguagem (FACEL), no campus de Cáceres. A pesquisadora também é coordenadora da Revista Ciências e Estudos Académicos em Medicina.

Possui mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado pela Universidade de Lisboa. É professora no curso de Licenciatura Plena em Letras e no Programa de Pós-graduação em Estudos Literários (PPGEL) da Unemat. Além disso, fundou o Centro de Pesquisa em Literatura da universidade e dirigiu a Unemat Editora. Actualmente, integra a equipe editorial da Revista Athena e participa como membro do Conselho Universitário da Instituição.

Maria Archer

A pesquisa de Elisabeth Battista sobre o percurso literário de Maria Archer, “uma escritora viajante” como lhe chamou a autora, desvelou uma produtiva transversalidade geográfica, discursiva e temática desde 1935, ano da sua primeira publicação, Três Mulheres. Ficcionista com uma intensa participação nos jornais de Portugal, Brasil e das então colónias de Portugal em África, Maria Emília Eyrolles Baltazar Moreira foi uma cidadã atenta a questões socio-políticas. Nascida em Portugal (Lisboa), viveu também em Moçambique (Ilha de Moçambique, Niassa e Ibo), na Guiné-­Bissau (Bolama e Bissau), em Angola (Luanda) e no Brasil (São Paulo), numa época em que a questão colonial era perspectivada de forma positivista, estando a sua visão sobre África e o Brasil de acordo com a visão hegemónica e hierarquizante de cultura(s). É que claramente do movimento antifascista (Maria Archer pertenceu ao MUD e teve de se exilar no Brasil por causa da perseguição da PIDE), não se pode dizer, porém, que a escritora tivesse a mesma visão do colonialismo: Maria Archer é uma escritora que integra o corpus de literatura colonial portuguesa. Viajante espacial, Maria Archer foi também viajante de ideias e discursos, tendo cultivado várias modalidades textuais e genológicas (ficção narrativa, drama, literatura infanto-­‐juvenil, crónicas, epístolas, ensaios, biografias, reportagens). Este trabalho de Elisabeth Battista, agora à disposição de todos, vem tornar mais diversa e assertiva a contribuição da mulher portuguesa na luta contra o fascismo. Inocência Mata, Professora Universitária da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Editado pela Colibri.

  Fundação Professor Fernando de Pádua

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