Hoje, entre notícias terríveis sobre o que vai no mundo, dominado por uma superpotência incapaz de assumir os estragos planetários que tem causado, e a irrupção de fanatismos religiosos, oriundos de outras épocas, e de nacionalismos ao serviço do golias capitalista, interrogamos-nos sobre o futuro do nosso país. Com um presidente da república incapaz de separar as suas convicções pessoais do que é realmente o interesse do seu país, mantendo no poder um governo chumbado na assembleia da república incapaz de defender os interesses nacionais (que até foi capaz de assinar um acordo para a venda da TAP!), onde vamos parar? Estarão à espera de uma intervenção das instituições da União Europeia (UE)?
A sobrevivência de Portugal passa pela sua recuperação económica. E esta não pode ser adiada para o século XXI (será que este prazo chegaria, nas condições actualmente vigentes?). Passos/Portas, com a venda à pressão da TAP (entre outras “privatizações” entretanto ocorridas) e com o episódio da não entrega a Bruxelas do plano orçamental para 2016, pense-se o que se pensar sobre as obrigações impostas pelos tratados europeus, mostraram um total desdém pelo futuro do país, esteja ele ou não na zona euro, ou na UE. A recuperação económica e o desenvolvimento do nosso país requerem, entre outras coisas, a diminuição drástica da taxa do desemprego, em termos reais, e não nos termos das estatísticas que nos têm mostrado. Cavaco, Passos e Portas sabem que, com eles, e com as ideias que têm procurado aplicar, o país não o conseguirá. Mas custa-lhes deixar o poder.
http://www.publico.pt/politica/noticia/eu-estive-cinco-meses-em-gestao-lembra-cavaco-silva-1714600
http://www.dn.pt/portugal/interior/bruxelas-lamenta-nao-ter-plano-orcamental-portugues-4888854.html


