
Hoje à noite realiza-se o primeiro debate televisivo entre Hillary Clinton e Donald Trump, no âmbito da eleição presidencial que se vai efectuar em Novembro. Decorrerá na Universidade de Hofstra, em Hempstead, Nassau County, no Estado de Nova Iorque. A cobertura mediática será obviamente muito grande, mas haverá poderosos factores externos de distracção, como por exemplo a eventual presença no público de uma senhora que terá sido amante de Bill Clinton. Em Portugal a transmissão televisiva será pelas 1.30 de amanhã.
Após um período em que se atribuía a Hillary Clinton uma vantagem substancial nas intenções de voto, passou-se a uma fase em que as sondagens indicam haver um equilíbrio entre os dois candidatos. Os debates televisivos podem ajudar a inclinar a balança para um dos lados, mas não forçosamente. Questões como o temperamento e o estilo pessoal dos dois candidatos, a sua vida pessoal, pormenores dos despiques que tiveram ao longo da campanha, afirmações feitas num passado mais ou menos longínquo, poderão, deliberadamente ou não, servir de distracção no seio do próprio debate, em relação à discussão de pontos concretos, como as alterações climáticas, o sistema de saúde, as relações com Cuba, ou a Palestina e o problema do Médio Oriente em geral. A actuação do moderador, que será, segundo o Washington Post, Lester Holt, da NBC (ver primeiro link abaixo), também poderá ter grande influência.
Em nossa opinião, as diferenças entre os dois candidatos não são grandes, e quer Hillary Clinton, quer Donald Trump, não se afastarão das linhas orientadoras do establishment político-económico norte-americano, de reforço da supremacia da superpotência no plano internacional, confrontando tanto as potências tradicionais como as emergentes que não alinhem pelo seu diapasão, e mantendo e reforçando as políticas neoliberais no plano económico e social. Alguns desafios de Trump, como por exemplo, em relação ao comércio livre, e intenções inovadoras de Hillary Clinton no campo social serão com grande probabilidade postas de lado em caso de vitória do respectivo proponente.
Propomos que cliquem nos links abaixo. Para além do artigo do Washington Post já acima referido, encontrarão duas notícias que julgamos interessantes, uma sobre as posições pouco claras sobre as alterações climáticas de Gary Johnson, o candidato do partido libertário, e que está em terceiro lugar nas intenções de voto, outra sobre um encontro entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, em que o primeiro terá prometido reconhecer Jerusalém como capital do estado hebraico.
http://www.motherjones.com/environment/2016/09/gary-johnson-climate-change

