Hillary Clinton é um homem no poder – Augusta Clara

 

Hoje é dia de sombras no Jardim

 

 

Augusta Clara  Hillary Clinton é um homem no poder

 

 

 

(Adão Cruz)

 

 

 

Se não fossem as hormonas, todos nós, homens e mulheres, seriamos um pouco mais parecidos uns com os outros quanto ao que a comportamentos diz respeito. Mas algo tinha que ser diferente para que a espécie se pudesse perpetuar. No entanto, as outras espécies, ainda que com comportamentos sexuais diferenciados, não fazem uso deles duma forma tão degenerada quanto a espécie humana. Os machos fazem a corte à fêmea, os rituais de sedução e aproximação são o que têm de ser para que a função biológica se cumpra. E, para eles, é tudo.

 

Ia agora especular se serão mais felizes ou não, mas desisto, fica para outra oportunidade. Porque do que eu quero falar é da Hillary Clinton.

 

Dizia, então, que nós, seres humanos somos com frequência exagerados nas manifestações temperamentais de género: as mulheres demasiado submissas e dóceis (não tem nada a ver com as manifestações de ternura que todos devíamos ter), os homens demasiado ambiciosos e agressivos (não falo da ambição nem da agressividade saudável na defesa de convicções em actos meritórios).

 

Mas, de facto, do que eu queria falar era da Hillary Clinton. E porquê?

 

Bom, é que, como todos sabemos, somos fruto não só dos genes que os nossos pais nos deixaram como do caldo de cultura em que fomos alimentados e crescemos. Daí que, e ainda hoje, creio eu, se não de forma tão explícita como antes, pelo menos duma maneira mais subtil, nos  meninos é inculcado o convencimento de que têm de ser fortes – pieguices e lágrimas não lhes ficam bem -, e agressivos para não ficarem mal vistos. Às meninas, embora já vão à Universidade, ainda é hoje muito difícil que lhes seja permitido decidir não serem elas a cuidar dos filhos e a tratar da casa em exclusividade. 

 

Resumindo: levando este estereótipo ao seu estado mais puro, a agressividade dos meninos leva à violência dos homens e à guerra; a docilidade das meninas à submissão das mulheres e à sua descrença no papel que teriam em pôr um travão a todo o mal que vai pelo mundo. Parem os filhos mas não cuidam suficientemente de lhes criar uma mentalidade pacifista e de igualdade humana.

 

Falei no estereótipo no seu estado mais puro que, infelizmente, constitui ainda um núcleo duro bastante consistente e alargado. Mas não deixa de ser uma generalização com o que de injusto todas as generalizações comportam.

 

Então, porque é que Hillary Clinton é um homem no poder? Ora vejam este vídeo. Trata-se dum extracto duma entrevista que lhe foi feita pela cadeia de televisão NBC e que até esta cadeia televisa achou por bem cortar do registo a apresentar, mas que foi parar ao YouTube. Pelo discurso, percebe-se facilmente de que acontecimento Hillary está a falar.

 

 

A secretária de estado norte-americana inflou o peito e, perante as câmaras, num arremedo de César, disparou num largo sorriso: “We came, we saw, he died”.

 

Quando se diz que serão as mulheres que irão mudar o mundo, eu penso: aos comandos, algumas mulheres com alguns homens. Mas nunca mulheres como Margaret Thatcher, Angela Merkel ou Hillary Clinton. Mudar o mundo é, no entanto, um trabalho de todos.

 

Nunca apostei em Hillary Clinton para a presidência, ao contrário de quem gostaria de a ver aos comandos da nação mais poderosa do mundo. Nunca gostei daquela postura, muito menos agora depois de ter visto esta exibição de malvadez.

 

Se era para se vingar do marido não precisava de ir matar um homem no outro lado do mundo.     

 

 

 

3 Comments

  1. Augusta, para o teu soberbo texto. Sempre pensei que quando as mulheres esquecem a sua natureza no poder se transformam em homens sem h. tp Gostei muito, mesmo muito um beijo enorme

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