Clinton até conseguiu a maioria dos votos destes grupos-chave, mas não conseguiu mobilizá-los como devia, de acordo com os resultados obtidos pela CNN, e numa altura em que ainda se contam votos em alguns estados.Só isso explica que 42% das mulheres tenham votado em Trump, acusado de ser machista, sexista e misógino. Só isso explica que 29% dos latinos tenham, até ao momento, dado o seu voto ao multimilionário, que prometeu construir um muro na fronteira com o México para impedir a entrada de “criminosos”. Só isso explica que, apesar de todas as considerações de Trump sobre os afro-americanos, o presidente eleito dos Estados Unidos tenha conseguido 8% dos seus votos.“O que têm a perder?”, questionou, durante a campanha, um Trump, lembrando-os que, com Obama no poder, são pobres, não têm emprego e são assassinados à porta de casa.bém os jovens, particularmente a geração milénio (18 aos 29 anos), condenaram Clinton. Encantados com Bernie Sanders, que acabaria por desistir da corrida, até deram 55% dos seus votos à democrata, mas Trump conseguiu 37% dos votos deste eleitorado.

O espectáculo acabou e a trag´rdia dos povos do mundo não terminaria com Hi

romessas de Trump de uma economia e de um país de americanos para americanos conseguiu somar votos entre o eleitorado branco e de rendimentos elevados, não raras vezes com habilitações académicas elevadas, mas também onseguiu votos junto dos grupos que mais atacou. E isso Clinton não esperava. Mesmo perante um país dividido.Em poucas palavras: Hillary Clinton simplesmente não conseguiu agarrar o eleitorado de Obama e isso foi crucial nas urnas.Nas últimas eleições, Barack Obama conseguiu 93% dos votos dos afro-americanos (Clinton somou 88%), 71% dos votos dos latinos (65% para Clinton), 55% dos votos das mulheres (mais 1% que Clinton) e 60% dos votos dos jovens (mais 5% que Hillary).Hillary Clinton também perdeu entre o eleitorado branco, com apenas 37% dos seus votos, quando comparados com os 39% de Obama.

 

E foi este eleitorado que colocou o candidato republicano na linha da frente nos estados considerados decisivos para a eleição presidencial.Em Ohio, por exemplo, onde se diz que o vencedor costuma ser o futuro Presidente, Trump venceu, graças ao seu eleitorado, mas também graças a um eleitorado que esteve sempre associado a Hillary Clinton, ou seja, aquele com maiores habilitações académicas.Na Florida, o estado-sonho para os dois candidatos, Clinton teve a maioria dos votos da comunidade latina, mas Trump conseguiu 55% dos votos dos cubanos.O Winsconsin, que Clinton dava como garantido, escolheu Trump. E no Michigan e na Pensilvânia, apesar de a democrata ter andado perto, não passou disso.