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CONTOS & CRÓNICAS – CARLOS REIS – OS ARTIGOS IMPUBLICÁVEIS – QUERIDOS BANCOS E BANQUEIROS QUERIDOS

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Corrupção. Vigarice.

Sacanagem. Filhadaputice. Roubo.

Estas são as justas e frugais expressões que as pessoas usam, já que as instâncias superiores  –  e eu adoro esta expressão, não me levem a mal – não só nunca as utilizam, utilizaram ou utilizariam, naturalmente que por uma questão de putrefacto e fénico decoro, como sequer procedem judicial ou atempadamente aos processos decorrentes da maioria das vigarices (corrupção, sacanagem, filhadaputice e roubo) que lesam uma data de portugueses, a maior parte deles residentes no estrangeiro, de onde confiaram as suas economias aos nossos nacionais, honestos e portugueses Bancos.

E que ficaram a ver navios. Sem nada, muitos deles, que coitados confiaram no Sistema.

E em que as instâncias superiores – governo, assembleia da república, presidente da dita cuja, tribunais, o caraças e etc. –  manifestamente manifestam a sua incapacidade e indesejo de resolver estas merdas. Que não seriam tão complicadas assim, se houvesse justiça, equidade e vontade política (também adoro esta expressão, que aliás não quer dizer nada) se os bastardos banqueiros, alguns (presumivelmente poucos, ainda) deles ou todos mesmo, fossem realmente presos, julgados, condenados a duzentos e cinquenta anos de prisão e expropriados das suas inconcebíveis e imensíssimas fortunas (Suiça e outros offshores) que dariam certamente para os lesados voltarem a ter em seu poder as justas quantias que confiadamente confiaram a estas associações criminosas e acima da lei, mais conhecidas por Bancos.

Infelizmente nada disto acontece ou vai acontecer. Os Bancos roubam, roubam, arrecadam e acumulam, sem que nada lhes aconteça. Apenas têm de esperar pelas prescrições dos casos, o costume.

Só  com uma revolução a sério, como todos (enfim, alguns) sabem, as coisas mudariam.

Os Bancos estão falidos, são vendidos a sinistras e crápulas entidades exteriores que vivem destas misérias, sem  nada sabermos do seu futuro (a não ser os inevitáveis montes de despedimentos que daí advêm, espécie de desimportantes danos colaterais, expressão tão cara aos fascistas defensores de guerras e violência) e a caravana passa.

Por mais que os cães (poucos, muito poucos) ladrem.

Carlos

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