Nota prévia
Acabo de ver o telejornal das 20 horas deste domingo e acabo de ouvir a confirmação do que escrevi abaixo e isto até num detalhe chato: o PS quer saber apenas o que correu mal e eu acho que o governo se deve explicar em primeiro lugar o porquê de toda esta montagem com os danos brutais que isso comporta. Mesmo supondo que tudo corria bem, o que é que justifica toda esta despesa, em milhares de pessoas mobilizadas, em milhões de euros gastos e em sacrifício do corpo docente também ? Isso, o secretário-geral do PS tinha a obrigação de questionar, se quer ser oposição a sério e não andar apenas a surfar nas águas que a coligação no poder lhe disponibiliza. É preciso ir até ao fundo e ver se há lodo por baixo. Ou será que há aqui um lóbi organizado ao nível das grandes empresas do digital? Ou será por acaso que se assiste a um silêncio brutal com o digital nas Univesrsidades? Talvez sim, talvez não, mas se há, quantos milhões gasta o Estado português em plataformas digitais no conjunto da Administração? Era bom saber, penso eu.
Mais a mais quando o primeiro-ministro se gaba de gastar mais de 3% no orçamento para a NATO e se assiste a medidas do governo (e de entidades internacionais como o FMI) que mais não fazem senão baixar as pensões de reforma, retirar financiamento e meios aos serviços públicos de educação e de saúde.
E desculpem a minha raiva perante tudo isto.
JMota, 12/07/2026
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12 min de leitura
O país reduzido a assistir a um inacreditável espetáculo de circo
Coimbra, em 12 de Julho de 2026
Fui surpreendido com um artigo de Daniel Oliveira relativamente ao que se passa com o ministro da educação.
E diz Daniel Oliveira:
Fernando Alexandre tem razão: os pais foram imprudentes ao marcar as férias. Acreditaram no calendário do Ministério. O sistema de correção digital já tinha sido testado e já tinha falhado em 2025, com o exame de Filosofia. O ministro não ligou aos avisos. Repete um padrão: começa por negar o problema, transfere culpas e acaba a prometer auditorias. Apesar das discordâncias, julgava que este ministro salvaria a honra do convento de um governo impreparado. Também fui imprudente. (Fim de citação)
Ao lê-lo, lembrei-me do meu texto escrito dias antes e relativamente ao mesmo ministro. Também eu fui imprudente e veremos porquê
Reproduzindo o meu texto:
Tal como nos Estados Unidos, reformas sobre reformas, é o que está também a acontecer em Portugal e à conta dos seus fiascos já se começa a falar na queda do atual ministro da Educação, talvez o melhor ministro da Administração Montenegro e se tal acontecer, isso mostra como é que o poder político tritura as pessoas por mais competentes e diferenciadas que elas sejam à partida, para serem depois todas iguais, desumanizadas. Se essa queda acontecer, direi que é pena, e é pena porque garantidamente o ministro que vier a seguir será bem pior que ele. O atual ministro da Educação sabe da poda, é um tipo inteligente, e tem o sentido de humanidade raro para um ministro no poder, um sentido que claramente falta a vários ministros da atual Administração.
Se tal acontecer, frise-se, será curioso, porque cairá então por querer dar passos mais compridos que a própria perna com a mania de querer reformar repentinamente o sistema, mas de modo que possa ficar tudo na mesma e com uma nova roupagem. É a lógica de Montenegro. Ao contrário, as reformas ao nível das instituições são coisas para fazer devagar, muito devagar, sobretudo quando se envolve nelas muitas pessoas, e a serem realizadas só depois de asseguradas as condições materiais para a sua concretização. Porém, a fome de reformas para se parecer melhor que qualquer dos ministros anteriores leva muitas vezes a opções apressadas e isso paga-se caro. É o que poderá estar a acontecer agora. Mesmo supondo que o sentido das reformas propostas pelo ministro possa ser considerado correto, e seguramente não o é, ao falhar-se publicamente como se está agora a falhar, isso significa que aos erros anteriores que não se corrigem se adicionam os erros gerados por estas novas falhas e a situação degrada-se cada vez mais. E é assim que muitos ministros caem. É da história.
A escrever este texto recebo de um amigo meu o seguinte email:
“Caro Júlio;
O que está a acontecer com os exames nacionais é o maior escândalo das últimas décadas.
Se o teu ex-aluno tivesse um mínimo de pudor, demitia/se. Falas dos perigos da IA; aqui a coisa é mais rasteira e pobrezinha: o deslumbramento com a mais que testada tecnologia informática, usada com incompetência, precipitação e desleixo.
O governo é muito fraco, mas este Ministro acompanha o nível pobrezinho da equipa do provinciano Montenegro.
Finalmente, já viste o grau de estupidez a que se pode chegar criando uma IA nacional? Amália é o exemplo máximo da inépcia de quem nos governa. A Google assenta na solidez dos dados que da melhor e da pior maneira reuniu. A Amália é a omelete sem ovos.” Fim da citação
Uma correção quanto a considerar Fernando Alexandre como a única figura com classe: para além de Fernando Alexandre há uma outra figura que no contexto das banalidades do atual governo se destaca como altamente diferenciada, Luís Nunes das Neves.
Feita a correção, falemos então do que se passa no Ministério da Educação. Reconheço agora que, por algumas razões que se enquadram no que escreve Daniel Oliveira e por outras que são muito diferentes, deixei predominar o meu afeto pelo meu antigo aluno sobre a frontal oposição que deveria assumir por tudo aquilo que afinal tem feito e por tudo aquilo que eu esperava que fizesse e disso não fez nada, uma vez que prometia nas suas primeiras declarações públicas que iria ser um outro ministro bem diferente, um ministro virado para os problemas dos estudantes. E estes são problemas fortemente sociais, mas Fernando Alexandre acabou por se mostrar tão incompetente como os outros. Sobre o que tem feito, veja-se a descrição apresentada no artigo de Daniel Oliveira. Este jornalista diz-se que foi imprudente, eu digo o mesmo, porque ainda considerava que as suas qualidades de estudante se sobreporiam à desumanidade dominante no meio em que agora circula: o PSD. O homem é o que são as suas circunstâncias e as que o definiram como estudante, não têm nada a ver com as circunstâncias que o definem como ministro. A prova está à vista. Fui imprudente. No meu texto que tenho estado a reproduzir digo:
“O atual ministro da Educação sabe da poda, é um tipo inteligente, e tem o sentido de humanidade raro para um ministro no poder, um sentido que claramente falta a vários ministros da atual Administração”
Fui imprudente nesta frase, fui imprudente em utilizar. o verbo ter no presente do indicativo e não no pretérito perfeito. A diferença no tempo verbal representa a diferença em que se terá processado a sua transformação intelectual.
Ouço depois as suas declarações dos últimos dias, recordo-me igualmente do caso das residências universitárias, do diz-se que não disse o que disse, e pergunto-me: onde está o homem inteligente, empenhado e honesto que eu conheci como estudante? Vejo-o na televisão, vejo-o virar as costas aos alunos como alguém que parece estar em fuga, depois ouço-o dizer que tudo isto foi feito em nome da transparência, como se até aqui os professores dessem as classificações de forma opaca, sem transparência. Um insulto à classe dos professores. Mas um insulto nunca vem só, temos um segundo: serão os professores que possivelmente serão os massacrados desta história, a terem que adiar as suas férias porque têm um ministro da tutela que claramente os despreza. Se tal suceder será que os professores serão indemnizados, de acordo com a lei vigente? Depois, não consigo perceber porque é que se gastam 10 milhões para digitalizar o que até aqui não era preciso digitalizar.
Intelectualmente, já não reconheço o estudante que ele foi. Mas há uma explicação de novo: são as novas circunstâncias em que este se movimenta e que rapidamente o transformaram. Daqui se tira que o que eu devo esquecer é o estudante que ele foi, o que eu devo ter presente é apenas o ministro que ele é, e claramente ele acaba por ser um muito mau ministro, a querer dar passadas maiores que o comprimento das pernas movido por ambição de ser o reformador do ensino em Portugal. Patético.
Com este texto já escrito leio o artigo de Manuel Carvalho no jornal Público de 9 de julho onde diz:
“Fernando Alexandre foi ousado ao anunciar reformas em áreas da ciência e da inovação, alterando um modelo institucional da Fundação para a Ciência e a Tecnologia que se sustentava em dois pilares que não combinavam: uma produção científica do primeiro mundo com uma transferência de conhecimento para a sociedade civil e a economia do terceiro. Mudou também a organização do ministério, concentrando no Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa) competências de outros departamentos que foram extintos. Ora, entre essas competências estava a organização de exames. Arriscar a digitalização de 300 mil exames num quadro institucional ainda em fase experimental devia ter exigido ao ministro ponderação e prudência. Diz hoje o ministro que os “serviços” sempre lhe garantiram que tudo estava bem. Não convence. Tinha de ter sido mais exigente nas provas de que tudo estava, de facto, como devia estar.” Fim de citação
Disse no texto anterior que tenho vindo a reproduzir: quanto ao “ ministro da Educação e às suas reformas, direi que Fernando Alexandre é talvez o primeira figura no cargo de ministro da Educação que tenha tido consciência de um grave problema social: a de que temos uma juventude mentalmente doente, um problema grave que vem de muito atrás e que o COVID e a desregulação dos mercados de trabalho aceleraram, um problema que se complicaria ainda muito mais se a atual ministra do trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, levasse avante a sua Lei Laboral. A insensibilidade, ou até mesmo a desumanidade reina na atual Administração de Montenegro.”
Aqui podia ter sido mais claro, mas utilizei o tempo verbal correto digo tem tido e não digo tem e depois mostro que a montanha pariu um rato, que a sua resposta para um problema grave, atrofia mental, da nossa juventude atual, geração z e alfa, é apenas o acomodar das mentalidades à situação que se atravessa. E digo:
“Consciente do problema. o que é que nos propõe o ministro Fernando Alexandre? Uns cheques para ir ao psicólogo., uma experiência que há décadas terá sido tentada no Instituto Superior Técnico e pelas notícias de então, creio que sem resultados significativos. Naturalmente assim, uma vez que sem alteração das condições materiais que geram esses desequilíbrios, as idas ao psicólogo poderão ajudar não a resolver a situação, mas a que cada um se molde à situação. Lampedusa em grande escala.”
Parafraseando Kyla Scanlon diremos:
A questão de base aqui não é se os estudantes estão a ter um comportamento doentio ou não. A verdadeira questão é saber se conseguimos reconstruir a sociedade de modo a dar-lhes outro sentido de vida, de modo a dar-lhe razões pelas quais possam bater-se e por elas conviver e viver.
Posta a questão nestes termos, o governo, todo o governo, vira as costas. Na situação dramática que se vive em Portugal, resta-nos o circo como o assinala muito bem o cartoonista Luís Afonso no jornal Público de 7 de Julho passado:
Caprichemos no circo, é a ideia que nos transmite Luís Afonso, porque o que se está a passar só pode então ser logicamente entendido como uma peça de circo, um enorme espetáculo de circo organizado à escala nacional por Luís Montenegro, Hugo Soares, Fernando Alexandre, Maria do Rosário Palma Ramalho, Ana Paula Martins e outros, com cenários criados por Gonçalo Matias e com a ajuda da IA, da sua plataforma Amália, cujo link está aqui. E, porque não?
Ao rever este texto dou por mim a ouvir a entrevista de Fernando Alexandre concedida à SIC e diz-nos entre muitas coisas: que há um “controlo sobre a atividade de cada docente” sobre os pontos de exame que cada professor vê e que não vê. Será que isto nos ressoa ao Orwell de 1984, em Portugal ? E a partir daqui pode-se imaginar o silêncio sobre os pontos recebidos a altas horas de ver e para serem vistos com enorme urgência, faça chuva faça sol, seja domingo ou segunda.
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E o ministro diz outra coisa: que prefere a leitura em papel, mas obriga a que os professores vejam as provas de exame em ecrãs [1]? Não deixa de ser curioso. Ignora este ministro que ver um ponto em ecrã não é a mesma coisa que o ver, analisar, cotar, em papel? Pelos vistos não, mas se é assim, entende então o ministro que os professores são carne para canhão.
A este meu texto, um amigo meu responde-me da seguinte forma:
Primeira citação:
“Júlio, só um comentário ao texto: sobre o Fernando Alexandre tens uma frase que depois, em parte, reformulas, mas há outra parte a que não voltas – “o ministro sabe da poda”.
Na RTP Notícias há um programa, o “Tudo é Economia” que em tempos tinha a participação de Eduardo Paes Mamede e Fernando Alexandre. Eu só raramente via o programa, mas apanhei parte de um deles em que o tema era a Educação, falando mais de questões “não ensino superior”. Depois da intervenção do Eduardo Paes Mamede, como habitual nele, arguta e bem preparada, o Fernando Alexandre, que estava lá para fazer o contraponto de posições, talvez até por concordar com o que tinha sido dito, começa por dizer mais ou menos isto – bem, esta não é a minha especialidade, aliás eu de Educação percebo pouco ou nada!! O facto de, ao tempo, o ensino superior ter outro ministério e os assuntos serem do âmbito do Ministério da Educação da altura, podem ter ajudado à frase, mas achei piada a ele prontamente assumir que sabia pouco ou nada.
A frase veio-me à memória quando uns tempos depois o vi como ministro da Educação!!“ Fim de citação
Por razões de afeto, é estranho não é, acompanhei-o desde as primeiras intervenções públicas e direi: em termos gerais de educação sabe da poda. Mas saber da máquina do Estado pesadíssima e coordenar o trabalho de milhares e milhares de funcionários é outra coisa. Dois exemplos no PSD – Manuela Ferreira Leite cai como ministra, David Justino cai como ministro, e ambas sabiam muito da poda. Da poda ambos sabiam e muito, da máquina é que não! Mantenho a afirmação e a demonstração que faço é que poderá cair exatamente porque não domina o funcionamento da máquina e atira-se de peito feito para uma reforma de grande escala e num tempo curto sem garantir as condições da sua realização. A expressão saber da poda tem a ver com o ensino em geral e não o que se passou que mostra uma inconsciência quase sem limites e isso eu digo-o. E já agora esta inconsciência é logicamente incompatível com o estudante que eu ajudei a formar, mas é compatível, como se vê, com o ministro de agora que desse estudante é filho.
Segunda citação:
Para além de tudo e eu tenho acompanhado bastante a situação – a minha mulher é professora de Português e [esteve] ao longo de muitos anos, envolvida na correção dos exames do 12º ano – o que mais me repugnou (é o termo correto) foi o facto de ele começar por ridicularizar “o barulho” dizendo que o único problema era as Escolas, que agrafaram as folhas dos pontos de exame nos CR Code de identificação dos alunos ao contrário do que estava definido, e que o que era dito nas redes sociais era falso. Provou ser, como homem (não como ministro), um mentiroso e um incapaz de assumir culpas por algo que correu mal. É um problema de carácter.” Fim de citação
Aqui discordo. O Fernando Alexandre falou como ministro. Se falasse como homem ele saberia enfrentar os miúdos, é pai e creio que um pai à altura, saberia explicar-lhes com sinceridade o erro ou erro (s) cometido(s), falando como ministro no poder fez o que fazem todos os ministros: fogem da realidade criada quando esta representa o fiasco das opções políticas por eles feitas, mas pelos vistos não assumidas, os erros são sempre dos outros. O drama está exatamente aqui: o político abafou e eliminou mesmo o homem sério que ele era e que tu dizes que já não é e com isso eliminou também o muito bom aluno que ele foi. E disso eu não tenho dúvidas e digo-o quando tenho muitas dúvidas sobre muitos catedráticos de aviário que dominam as faculdades de hoje e que são os principais responsáveis pela produção da ignorância que reina no ensino superior. Se crítica dura há a fazer aqui ao ministro Fernando Alexandre, é o seu silêncio sobre o descalabro do ensino superior atual, onde predominam os catedráticos de grandes listas de artigos publicados. Quanto a esta lógica do mérito nunca vi os media interessarem-se. No entanto já li comentários nos medias de relevo a procurar denigrir academicamente o Fernando Alexandre, utilizando para o efeito a lógica neoliberal que no ensino levou ao descalabro a que agora se assiste. Curiosamente, o Fernando Alexandre licenciou-se e tirou o mestrado numa altura em que só a simples licenciatura lhe dava uma formação geral superior à que se obtém hoje em muitos casos de doutoramento. Falo de formação geral e em profundidade nos dois graus académicos obtidos na FEUC com boa classificação e não de nichos de saber que caracterizam os doutoramentos de agora. Procurar denegrir o Ministro por esta via é simplesmente má intenção e disso estamos fartos.
E tens razão, meu amigo, quando me dizes que o que se passou mostra que Fernando Alexandre enquanto ministro tem uma enorme falta de escrúpulos. Nas duas últimas duas décadas [2], a prática da maioria da nossa classe política é um espelho bem evidente da ausência da ética em política e sem ética na política não há Democracia que resista. O exemplo de agora com Fernando Alexandre é apenas mais um exemplo da regra de base que serve de referência à maioria da classe política em Portugal: os fins políticos a alcançar, e muitos deles altamente duvidosos, justificam todos os meios a utilizar, e muitos destes são altamente perigosos.
Na base da regra enunciada poderemos, pois, dizer que, quanto a escrúpulos, Fernando Alexandre mostra já ser um político como todos os demais da atual Administração mas não apenas desta. É na aplicação sistemática desta regra que o sentido de humanidade, a que me refiro acima, desaparece por completo e jaz agora debaixo dos escombros da Democracia que o atual governo está a deitar abaixo e está a fazê-lo sob a cumplicidade de muita gente que o antecedeu no poder e que é, em última instância, responsável pela força que a atual Direita portuguesa dispõe e para o trabalho que está a fazer.
O resto passou à história, mas acrescento: deste processo de desumanização na política tenho muita pena no que se refere ao Fernando Alexandre.
E sobre a matéria em análise aqui deixo três perguntas no ar:
- Não entendo o que quer o ministro dizer quando diz que nenhum aluno será prejudicado,
- Não entendo o querem dizer os partidos quando nos dizem que nenhum aluno deve sair prejudicado,
- Não entendo o querem dizer os pais quando dizem que nenhum aluno deve sair prejudicado .
São três perguntas e não uma.
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Notas
[1] Veja a entrevista de acesso aqui
[2] Não é inevitavelmente assim, mas a situação é esta. Bloqueados como estamos., precisamos de encontrar vias de saída que resgatem a Democracia dos seus inimigos mortais. Na série que estamos a editar Crise civilizacional e Crise de ensino num mundo em profunda policrise, abordaremos esta questão num sexto tema intitulado Subsídios para o resgate da democracia com textos de Neil Posnan (Informando-nos até morrer), de José Morais, (Literacia e Democracia) de Martha Nussbaum, Educação para o lucro, Educação para a Liberdade – O ensino como uma peça chave para uma Democracia condigna – O ensino como uma peça chave para uma Democracia condigna) e de Boaventura de Sousa Santos, (A esquerda vai reaparecer)

