A tecnologia do carbono 14 contra a «verdade» teológica
.O desenvolvimento da tecnologia do carbono 14, ao permitir datações exactas, foi fatal para os mitos que subsistiam como versões oficiais no Estado de Israel. Segundo diz Shlomo Sand em Como foi inventado o Povo Judeu, os jovens judeus aprendem nas escolas que “a nação judaica” foi forçada à diáspora, após os romanos terem destruído o Segundo Templo por Tito em 70, e posteriormente, por Adriano, em 132. A descrição feita por Flavius Joseph, testemunha da revolta dos zelotas, desacredita a versão oficial. Segundo ele, os romanos massacraram então 1.100.000 judeus e prenderam 97.000. Ora a a população total da Galileia era segundo os demógrafos actuais muito inferior a meio milhão…
As escavações arqueológicas das últimas décadas em Jerusalém e na Cisjordânia vieram provar que os sionistas basearam todas as suas teses em pressupostos falsos – os historiadores e os teólogos sionistas narram a história do povo judeu com base na Torah e na palavra dos Patriarcas. A visão científica proporcionada pela arqueologia veio criar problemas insolúveis. Como é natural, a Bíblia é tudo menos exacta. Exemplos: Jericó era pouco mais do que uma aldeia sem as poderosas muralhas que a Bíblia cita. A insignificância das cidades de Canaã horrorizou os rabinos. A arqueologia moderna destruiu o discurso da antropologia social religiosa. Em Jerusalém não foram encontrados vestígios das grandiosas construções que segundo o Livro a transformaram na cidade monumental do “povo de Deus” que deslumbrava quantos a conheceram. Nem palácios nem muralhas, nem cerâmica de qualidade Os grandes edifícios da região Norte não foram construídos na época de Salomão, mas no período do reino de Israel. “Não existe na realidade nenhum vestígio – escreve Shlomo Sand – da existência desse rei lendário cuja riqueza é descrita pela Bíblia em termos que fazem dele quase o equivalente dos poderosos reis da Babilónia e da Pérsia”. “Se uma entidade política existiu na Judeia do século 10 antes da Nossa Era, acrescenta o historiador, somente poderia ser uma micro realeza tribal e Jerusalém apenas uma pequena cidade fortificada”.É também significativo que nenhum documento egípcio refira a “conquista” pelos judeus de Canaã, território que então pertencia ao faraó.
Em suma, os palestinianos foram desapossados das suas terras porque uma lenda religiosa diz que houve uma nação judaica, cuja população foi obrigada a espalhar-se pelo mundo. Agora prova-se que todo o sofrimento imposto aos habitantes da Palestina foi infligido em nome de uma história da carochinha. Mentiras que falsificam grosseiramente a história, foram promovidas a dogmas que não podem ser contestados. Um estado com arsenal nuclear existe com base numa religião. Com base em mentiras ou em interpretações simbólicas da verdade. Vamos continuar, ajudados pelo artigo de Miguel Urbano Rodrigues a tentar perceber a extensão do embuste sionista.

