Que o judaísmo é uma religião e não uma etnia, demonstra-o com grande cópia de argumentos, Shlomo Sand em Como foi inventado o Povo Judeu. Sand é professor de Historia Contemporânea na Universidade de Telavive, e nega que os judeus constituam um povo com uma origem comum, afirmando que foi uma cultura especifica e não a descendência de uma comunidade arcaica unida por laços de sangue o instrumento principal da fermentação proto-nacional. O Estado de Israel, não é, segundo a sua opinião, a concretização do sonho milenar de uma comunidade étnica, mas sim consequência de uma falsificação da história levada a cabo por intelectuais como Theodor Herzl e, acrescento eu, pela inépcia da diplomacia britânica que resolveu ser generosa dando o que não lhe pertencia.
Sand desmente a tese sustentada por académicos israelitas de que os judeus têm um ADN específico. Apoiando-se em documentação, ridiculariza essa tese pseudo-científica desmentida pela arqueologia, pela genética e pela ciência histórica. A criação do estado etnocrático, confessional, racista e colonialista de Israel, apoia-se em mitos. O Knesset, parlamento de Israel, define o país como democrático, mas não pode ser democrático um Estado que trata como párias 20% dos seus cidadãos e que é fruto de um monstruoso genocídio.
A obra de Sand, desmonta os mitos em que assenta o Estado sionista de Israel, ao provar que não existem pontes biológicas entre os antigos habitantes dos reinos da Judeia e de Israel e os judeus do nosso tempo. Todos os pressupostos em que a fundação do Estado assenta provêm do Antigo Testamento. Vou transcrever um excerto do artigo de Miguel Urbano Rodrigues: «O mito principia com a invenção do “povo sagrado” a quem foi anunciada a terra prometida de Canaã. A interminável viagem de Moisés e do seu povo rumo à Terra Santa e a sua conquista posterior não tem qualquer fundamento. Cabe lembrar que o atual território da Palestina era então parte integrante do Egipto faraónico. A mitologia dos sucessivos exílios, difundida através dos séculos, acabou por ganhar a aparência de verdade histórica. Mas foi forjada a partir da Bíblia e ampliada pelos pioneiros do sionismo. As expulsões em massa de judeus pelos Assírios são uma invencionice. Não há registo delas em fontes históricas críveis. O grande exílio da Babilónia é tão falso como o das grandes diásporas. Quando Nabucodonosor tomou Jerusalém destruiu o Templo e expulsou da cidade um segmento das elites. Mas a Babilónia era há muito a cidade de residência, por opção própria, de uma numerosa comunidade judaica. Foi ela o núcleo da criatividade dos rabinos que falavam aramaico e introduziram importantes reformas na religião mosaica. Sublinhe-se que somente uma pequena minoria dessa comunidade voltou à Judeia quando o imperador persa Ciro conquistou Jerusalém no século 6 antes da Nossa Era Quando os centros da cultura judaica de Babilónia se desagregaram, os judeus emigram para a Bagdad abássida e não para a “Terra Santa”.Sand dedica atenção especial aos “Exílios” como mitos fundadores da identidade étnica. As duas “expulsões” dos judeus no período Romano, a primeira por Tito e a segunda por Adriano, que teriam sido o motor da grande diáspora, são tema de uma reflexão aprofundada pelo historiador israelita».


O autor deste livro daqui um pouco vai dizer que a morte de 6 milhões de Judeus na Alemanha Nazista também é uma invenção dos Judeus. Só pra rir kkkkkkk
Nao deve ter lido o artigo. O facto de os judeus terem sido vítimas de um crime monstruoso – só os nazis negam que o Holocausto ocorreu -não os autoriza a ocupar uma terra que n-ao lhes pertence. O sionismo é um ideal fascista . A tese do autor é a de que o judaísmo é uma religião e não uma etnia. O seu comentário é totalmente disparatado.