O EMBUSTE JUDAICO – UMA LENDA, UM SONHO… TRANSFORMA-SE NUM PESADELO – 3 – por Carlos Loures

A tecnologia do carbono 14 contra a «verdade» teológica

.O desenvolvimento da tecnologia do carbono 14, ao permitir datações exactas, foi fatal para os mitos que subsistiam como versões oficiais no Estado de Israel. Segundo diz Shlomo Sand em Como foi inventado o Povo Judeu, os jovens judeus aprendem nas escolas que “a nação judaica” foi forçada à diáspora,  após os romanos terem destruído o Segundo Templo por Tito em 70, e posteriormente, por Adriano, em 132. A descrição feita por Flavius Joseph, testemunha da revolta dos zelotas, desacredita a versão oficial. Segundo ele, os romanos massacraram então 1.100.000 judeus e prenderam 97.000. Ora a a população total da Galileia era segundo os demógrafos actuais muito inferior a meio milhão…Imagem1

As escavações arqueológicas das últimas décadas em Jerusalém e na Cisjordânia vieram provar que os sionistas basearam todas as suas teses em pressupostos falsos – os historiadores e os  teólogos sionistas narram a história do povo judeu com base na Torah e na palavra dos Patriarcas. A visão científica proporcionada pela arqueologia veio criar problemas insolúveis. Como é natural, a Bíblia é tudo menos exacta. Exemplos: Jericó era pouco mais do que uma aldeia sem as poderosas muralhas que a Bíblia cita. A insignificância das cidades de Canaã horrorizou os rabinos. A arqueologia moderna destruiu o discurso da antropologia social religiosa. Em Jerusalém não foram encontrados vestígios das grandiosas construções que segundo o Livro a transformaram na cidade monumental do “povo de Deus” que deslumbrava quantos a conheceram. Nem palácios nem muralhas, nem cerâmica de qualidade  Os grandes edifícios da região Norte não foram construídos na época de Salomão, mas no período do reino de Israel. “Não existe na realidade nenhum vestígio – escreve Shlomo Sand – da existência desse rei lendário cuja riqueza é descrita pela Bíblia em termos que fazem dele quase o equivalente dos poderosos reis da Babilónia e da Pérsia”. “Se uma entidade política existiu na Judeia do século 10 antes da Nossa Era, acrescenta o historiador, somente poderia ser uma micro realeza tribal e Jerusalém apenas uma pequena cidade fortificada”.É também significativo que nenhum documento egípcio refira a “conquista” pelos judeus de Canaã, território que então pertencia ao faraó.

Em suma, os palestinianos foram desapossados das suas terras porque uma lenda religiosa diz que houve uma nação judaica, cuja população foi obrigada a espalhar-se pelo mundo. Agora prova-se que todo o sofrimento imposto aos habitantes da Palestina foi infligido em nome de uma história da carochinha. Mentiras que falsificam grosseiramente a história, foram promovidas a dogmas que não podem ser contestados. Um estado com arsenal nuclear existe com base numa religião. Com base em mentiras ou em interpretações simbólicas da verdade. Vamos continuar, ajudados pelo artigo de Miguel Urbano Rodrigues a tentar perceber a extensão do embuste sionista.

6 Comments

  1. Quanta asneira anti-semita! E não comece com os protestos habituais, porque não pode haver maior anti-semitismo que negar a própria existência do povo judeu. Os nazis queriam que o povo judeu deixasse de existir. Estes nazis modernos pretendem que nunca existiu! Mas, que delírio! Flávio Josefo e o Imperador Tito (em cujo arco, em Roma, se representa a destruição do Templo e a expatriação dos judeus) faziam parte de uma conjura multissecular para roubar-lhe as terras a um povo (o palestiniano) de que, até finais do século XX ninguém falaria… Haja paciência! Do povo palestiniano é que não há nenhum testemunho histórico, Os filisteus (de onde tiram o nome) nada tinham a ver com eles e havia séculos que tinham desaparecido aquando da conquista romana. Vá a Jerusalém. A cidade inteira está cheia de escavações arqueológicas que testemunham o tamanho da cidade na antiguidade. E as pedras monumentais do Muro dos Lamentos têm-se verificado que, fora alguns restauros posteriores, procedem de uma gigante construção pré-romana. Num dos rolos de Q’ran apareceu o inventário dos objectos do templo. Todo Israel está cheio de testemunhos da arqueológicos da presença dos judeus. Há escritas hebraicas muitos séculos anteriores aos romanos. Todas as fontes clássicas falam deles. Todos os judeus actuais compartilham marcadores genéticos. É claro que a Bíblia carece de rigor histórico, e pode que o número de judeus massacrados fosse inferior ao que diz Flávio Josefo, mas negar a existência do povo judeu é um delírio que só pode ser motivado pelo sectarismo mais feroz. O sionismo, aliás, para nada se baseia na Bíblia. É um movimento laico, de carácter muito próximo ao socialismo, pelo menos no inícios. Só alguns raros religiosos (o judaísmo ortodoxo, como vocês, é anti-sionista) acham que o país lhes pertence porque Deus lho atribuiu. Os laicos julgam que o país lhes pertence porque eles o fizeram com as suas próprias mãos, com o seu suor e com o seu sangue, após terem emigrado de forma pacífica e tenaz durante o domínio turco e britânico a uma terra em que a história científica regista que nunca existiu nenhum Estado palestiniano.

    1. Ad minhas «asneiras» baseiam-se nas teses de um professor da Universidade de Telavive. Porém, neste blogue, não tomamos em consideração comentários cuja autoria se oculte no anonimato. Joaosemmaiuscula, se quer debater o assunto, tem de dizer quem é – os argumentos que exponho numa série de artigos até podem ser asneiras. Porém, não é sério rebatê-los com adjectivos. Não sou anti-semita, mas não lhe explico porquê.

      1. Eu não estou a ocultar a minha identidade. Chamo-me João, com efeito, e o meu nome aí está escrito com minúscula. Nunca vi o valter hugo mãe ser censurado por isso. Não disfarce, aliás, o seu sectarismo em questões de forma. Tenho certeza que se fosse um comentário anti-israelita (prefiro dizer assim e não “pró-palestiniano”), não colocava esses melindres. A respeito do truque do judeu anti-semita, só dizer que, além de velho e gasto, é o cúmulo da sem-razão, da demagogia, ou, para o resumir, da asneira. É claro que há judeus anti-semitas. Há judeus que esperam deste modo serem “perdoados” do estigma de ser judeus, e portanto burgueses, capitalistas, opressores, conspiradores, envenenadores de fontes (as vossas teorias conspiratórias não são senão um “revival” daqueles boatos medievais)… e serem aceites no clube dos progressistas da gema. Coitados! Mas, quanto a mim que uma asneira a diga um judeu, um irlandês ou um cipriota, resulta irrelevante. Não me ocorre outra coisa a dizer que, se para si qualquer coisa que se diga contra o povo judeu fica demonstrada pelo facto de a ter dito um judeu, o Carlos é bem-aventurado, porque a Bíblia cristã diz “Bem-aventurados os pobres de espírito”. Mas, na mesma, deveria atender, pelo menos, ao que dizem os judeus pró-israelitas (que alguns há) e os árabes pró-israelitas (que também há alguns, como Wafa Sultan, um modelo de lucidez mental e valentia moral, coisas ambas de que vocês precisam)

      2. O que vale aos pobres de espírito, além de lhes ser garantido um lugar no reino dos céus, é a existência de pessoas esclarecidas que os ajudam a vislumbrar alguma luz no túnel da sua pobreza espiritual. Em todo o caso, o joãosemmaíuscula, que não se esconde no anonimato e nos diz que dá pelo invulgar nome de João, tão esclarecido, devia conhecer o significado da palavra “semita” – deixe que um pobre de espírito lhe diga que o adjectivo envolve o grupo étnico e linguístico que comprrende judeus, assírios, aramaicos, fenícios e árabes. Não posso ser anti-semita e pró-palestiniano – os palestinianos são semitas – dos israelitas, segundo o Professor Shlomo Sand, só alguns o são. O maniqueísmo é uma forma errada de abordar a História – o tal palestiniano que é sionista, é corajoso; os anti-sionistas são pobres de espírito… joãosemauscula, a maneira como avalia os factos não condiz com a sua autoproclamada lucidez. E faço-lhe notar que se lesse todos os textos e não apenas o 3º, teria visto que nem aprovo a destruição do Estado de Israel – erro da diplomacia britânica, mas onde hoje vivem sete ou oito milhões de seres humanos – nem aprovo o fundamentalismo islâmico. Só condeno que em nome de um livro religioso que conta histórias sem fundamento histórico, se tenha ocupado um território que, não sendo um estado, tinha proprietários e que descendentes das vítimas do Holocausto, criem uma Mossad tão tenebrosa como a Gestapo e assassinem pessoas cujo crime é querer viver na sua terra. Nunca reparou como a tese do Povo Eleito é semelhante à da superioridade do Povo Germânico? joasemmaiuscula, não estou nada interessado nesta conversa.

      3. Escreve muito para não estar interessado na conversa. Vocês estão é muito mal acostumados a perorarem em panelinhas concebidas ad hoc e em que não se ouvem vozes discordantes. O sentido das palavras vem determinar-se pelo uso, não pelo etimologia. Eu não acredito em raças (e aí está o fundo do assunto: toda a argumentação do texto é fortemente racista), e por tanto não acredito que existam “semitas”. Existem é anti-semitas, mas não semitas. Os anti-semitas é que acreditam em raças. A palavra “anti-semitismo” sempre se usa para referir o ódio racial contra os judeus. O ódio aos árabes, que também existe e é igualmente condenável, nunca é referido assim, nem pelos árabes nem pelos anti-árabes, em cujo número não me encontro (sou um grande admirador dessa cultura no que tem de valor universal, que não é precisamente a sua vertente religiosa nem o seu nacionalismo xenófobo). Existe, de facto, um anti-semitismo árabe e também muçulmano. Hitler, por exemplo, era anti-semita mas não era anti-árabe nem islamófobo. Muito pelo contrário, era um grande amigo de todos eles e aderente da causa palestiniana, protector do Grande Mufti Ali Haj Husseini que dirigiu o destacamento bósnio-muçulmano das SS. Também existiu um corpo de voluntários árabes que apoiaram as tropas alemãs no Oriente Médio durante a Segunda Guerra Mundial. Como já lhe disse, nada pode haver de mais anti-semita que negar a própria existência do povo judeu. E quando me diz que a grande demonstração de que o povo judeu não existe é que o diz um judeu, nada pode haver, também, de mais disparatado e ridiculamente parodoxal. Eu quero manter a minha identidade oculta porque, embora no princípio tivesse pensado que se tratava de um site esquerdista, depois de ler este post e mais outro que fala do surto de anti-semitismo na Hungria, e a proposta de um grupo neonazi no parlamento daquele país para classificação dos judeus (post em que, também com uma linguagem ambígua, não se deixa de ver com certa simpatia, ou compreensão, e se critica o escândalo que isso provoca nas decadentes democracias ocidentais) comecei a recear se não me tinha metido numa página de extrema direita

  2. La entrevista publicada en El Público en 2008 permite una visita rápida y sencilla a las tesis de Shlomo Sand:
    http://www.publico.es/internacional/121692/el-pueblo-judio-es-una-invencion
    Su obra más polémica, que es el referente de lo que aquí se polemiza, The invention of the Jewish People, puede consultarse también en Internet en formato PDF: http://www.rafapal.com/wp-content/uploads/2012/01/Shlomo-Sand-The-Invention-of-the-Jewish-People-2009.pdf

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