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A VOZ-E-VEZ ÀS SÁBIAS/SÁBIOS DO PAÍS!- por Mário de Oliveira*

*Transcrito, com autorização expressa do autor,  do jornal FRATERNIZAR

Oposição recusou integrá-la, e não houve Comissão Para a Reforma do Estado; vá mais longe e recuse integrar o Parlamento, e não haverá mais este Governo genocida!

Acaba de ficar bem à vista de todos os portugueses, elas e eles, que o actual Parlamento só tem tido legitimidade para arrastar o País à miséria, ao desemprego, à emigração e – desgraça das desgraças! – à perda completa da mais jovem geração que, nesta altura, deveria estar a tomar em mãos os destinos do País e vê-se obrigada a deixar tudo e todos, numa espécie de anti-Abraão bíblico, que deixou tudo para se tornar o “pai de um grande povo”, e a nossa nova geração está a deixar tudo e todos para ver se, pelo menos, não morre à fome, ainda que possa vir a morrer de saudade, de falta de afectos, de laços, de relação, de alma/identidade. E o que acaba de acontecer, assim de tão revelador e que os grandes media e todos os porta-vozes dos partidos políticos, da maioria do Governo e maioria contra o Governo, deixaram de alimentar? Eis! A tão badalada “Comissão parlamentar para a reforma do Estado” não pôde ser empossada pela respectiva presidente, Assunção Esteves, por falta de um mínimo de contraditório, na sua composição. Quer isto dizer que nenhum deputado, de nenhum partido da Oposição, com assento parlamentar, aceitou integrar essa Comissão e, perante esta não presença de contraditório, a presidente da AR não teve como dar-lhe posse!

O facto, tão simples, vem gritar ao País e à União Europeia que todos os partidos que integram o Parlamento português são todos igualmente responsáveis pela presente situação de descalabro em que presentemente nos encontramos. Todos, não do mesmo modo, mas todos responsáveis. Os votos contra o OE 2012 e o OE 2013, não impediram que um e outro fossem aprovados por maioria, depois, pelo PR e entrassem em vigor no primeiro dia do ano a que cada um deles diz respeito.

Teria bastado que os deputados da oposição, ao verem que os seus lugares no Parlamento, ao lado dos deputados que, em maioria, apoiam cegamente o Governo e todos os crimes que ele se tem proposto executar, a coberto de leis aprovadas, com o seus votos contra, tivessem decidido, todos à uma, não integrar mais aquele bando de chacais e de meretrizes políticos e, nesse mesmo dia, ou nessa mesma semana, o Presidente da República era obrigado a dissolver o Parlamento. Quando os deputados eleitos apenas contam como número de estatística, para efeitos de aprovação de leis com as quais não podem estar de acordo, porque são destruidoras do País e deixam sem Hoje, a quase totalidade das populações, têm o imperativo ético de dizer NÃO, bater com a porta e regressar à sua vida privada. Permanecer no cargo, para não perder o emprego, nem perder as mordomias que lhe estão anexadas, é uma indignidade para quem o faz, ao mesmo tempo que deita a Política profissionalizada pelo cano do esgoto.

Não houve um único deputado da Oposição que juntasse o seu nome aos nomes dos da maioria, e não houve Comissão para a Reforma do Estado, cujo primeiro objectivo era roubar às populações, mais do que roubadas, ainda mais 4 mil milhões de euros, para os seus privilegiados representantes brilharem nas Cimeiras Europeias e intercontinentais, ainda mais que própria Ângela Merckel, ou o próprio presidente Obama, dos EUA. Não tivesse havido nenhum deputado no Parlamento, a partir do momento em que a maioria dominada pelos felinos políticos PP-PauloPortas/VG-VítorGaspar/PC-PassosCoelho, sob total a complicidade política embasbacada do avôAníbal, passou a varrer o País de lés-a-lés, a mando do grande Poder financeiro europeu e mundial, e este Parlamento nacional teria ido ao fundo. Haveria eleições antecipadas, ou, porventura, uma outra saída política há muito desperdiçada, que desse vez e voz aos Sábios. Assim é este genocídio político que se vê. Com culpa de todos os deputados! Só que hoje, parece que, até os Sábios, elas e eles, perderam a Voz e a Vez, de tão ridicularizados/desprezados que têm sido.

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